Reconstituição de morte de ex-vereador detalhou crueldade de emboscada armada

Casal foi morto no dia 18 deste mês 

A reconstituição da morte do ex-vereador Cristovão Silveira e de sua esposa Fátima Silveira, que foi de quatro horas detalhou os requintes de crueldade da emboscada armada pelo caseiro, Rivelino Mangelo de 45 anos, com participação de Rogério Nunes Mangelo de 19 anos e Diogo André dos Santos Almeida, de 21 anos.

Para apurar possíveis divergências nos depoimentos dos autores durante a reconstituição foi confirmado que o ex-vereador foi morto primeiro em uma emboscada armada pelo trio. Cristóvão teria sido atraído até o galpão para ver uns pintinhos e ao chegar ao local foi cercado pelos três recebendo um golpe na nuca.

Após isso foi desferido mais golpes contra o ex-vereador que teve um dedo decepado durante a tentativa de se defender das agressões. As mãos de Cristóvão estavam bastante machucadas e um golpe na altura do pescoço chegou a quebrar a coluna dele.

Ao ver que o marido estava sendo atacado pelo trio, Fátima foi tentar ajudar com um cabo de vassoura, mas caiu no chão e foi atacada com dois golpes de facão por Rivelino. O caseiro negou que tenha tinha tido relação sexual com Fátima e disse que tirou as roupas dela e passou as mãos em suas partes íntimas. Os exames que devem comprovar ou não o estupro ainda não ficaram prontos.

Segundo ele, a intenção era queimar o galpão todo com os corpos dentro, mas como tinha pouca gasolina não teve êxito. O crime já estava sendo planejado há uma semana pelos três, mas a motivação pelos assassinatos, o caseiro não revelou.

O quinto envolvido no crime foi identificado apenas como Gabriel e ainda está foragido. Ele estava na camionete que foi roubada da chácara do ex-vereador, na companhia de Diogo André dos Santos, que morreu em uma troca de tiros com a polícia.

Durante sua prisão, o caseiro disse que teria cometido o crime por ser maltratado e humilhado por Cristovão, e Fátima teria sido assassinada para não ficar como testemunha. Eles planejaram o crime em conversas pelo WhatsApp, e Rivelino teria dado o ultimato aos dois alegando que se não o ajudassem ele faria sozinho.

O crime

Cristovão Silveira e a esposa Fátima Silveira foram assassinados no dia 18 de julho, quando chegaram a chácara por volta das 15 horas. Cristóvão teria sido atraído até o galpão e no local foi cercado pelos três suspeitos.

A vítima, que recebeu um primeiro golpe na nuca teve o dedo decepado ao tentar se defender das facadas. As mãos de Cristóvão estavam bastante machucadas e um golpe na altura do pescoço chegou a quebrar sua coluna.

Ao ver que o marido estava sendo atacado pelo trio, Fátima tentou ajuda-lo com um cabo de vassoura, mas caiu no chão e foi atacada com dois golpes de facão por Rivelino. O caseiro negou que tenha tinha tido relação sexual com Fátima e disse que tirou as roupas dela e passou as mãos em suas partes íntimas.

Após as mortes, o caseiro, foi preso quando recebia alta do hospital Santa Casa, após ser atendido por causa de um corte profundo no pé. Ele foi socorrido depois que a dona de um bar, que fica a 800 metros da chácara, acionou o socorro. Segundo ela, Rivelino chegou a dizer que sete homens invadiram o local para roubar. Mas, após ser levado para depoimento acabou confessando a autoria dos assassinatos.

Assim que mataram o casal, Rogério e Diogo fugiram com a caminhonete até Anastácio e, então, até uma chácara localizada a 30 km de Aquidauana, onde estava Alberto Rivelino, 21 anos, também filho do caseiro e que teria ficado com uma TV roubada do casal.

Alberto confessou à polícia, que o primo e o irmão chegaram ao local na caminhonete roubada com as roupas ensanguentadas e teriam queimado as peças. Diogo então seguiu com um outro comparsa, já que o mesmo não sabia dirigir, para a Bolívia. Ele acabou morto em uma troca de tiros com a polícia durante sua fuga, no município a 444 quilômetros de Campo Grande

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