Presos na 4ª fase da Lama Asfáltica dividem cela com mais de 20 detentos

No Centro de Triagem do Complexo Penitenciário 

O ex-secretário adjunto de Fazenda de Mato Grosso do Sul, André Cance Júnior, e o dono da Gráfica Alvorada, Mirched Jafar Júnior, presos na 4ª fase da operação Lama Asfáltica,  dividem cela com mais de 20 presos no Centro de Triagem do Complexo Penitenciário de Campo Grande.Presos na 4ª fase da Lama Asfáltica dividem cela com mais de 20 detentos

Os dois foram levados para a Triagem por volta das 14h30 desta sexta-feira (12). Após serem presos, os dois passaram uma noite na sede da Superintendência da Polícia Federal.

A cela 17 onde estão possui capacidade máxima para 24 presos tem 12 beliches, dois banheiros,  solário  e corredor sem cobertur, com grades. 

Na investigação, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) e seu filho, André Puccinelli Junior,  também foram levados de forma coercitiva para depoimentos. Puccinelli Júnior apareceu na investigação em virtude da compra de livros jurídicos de sua autoria por uma empresa de outro ramo, que depois doou teria doado o material para um sócio do advogado.

Além de tornozeleira eletrônica, as medidas restritivas impostas pela Justiça Federal ao ex-governador incluem pagamento de uma fiança de R$ 1 milhão, obrigação de não manter contato com demais investigados, proibição de sair da Capital por mais de 10 dias sem autorização judicial e obrigação de estar em casa todos os dias até no máximo as 21hs.

 

Operação

Agentes da Polícia Federal, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal deflagraram na manhã de ontem, quinta-feira (11), a 4ª fase da , batizada de Máquinas de Lama, que tenta desmontar o que os agentes classificaram de ‘organização criminosa’, acusada de desviar recursos públicos durante o governo de André.

Segundo a Polícia Federal, os desvios eram feitos por meio de direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrupção de agentes públicos, que resultaram em um prejuízo de cerca de R$ 150 milhões aos cofres públicos.

Para justificar a propina, o grupo alugava máquinas e equipamentos utilizados em obras do governo estadual. As investigações mostraram que tais negociações de locação nunca existiram de fato, foram feitas apenas para dar uma origem lícita aos recursos financeiros. Foram estes alugueis que serviram para batizar a operação de Máquinas de Lama. (Matéria alterada para acréscimo de informações).

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