Internautas que postaram sobre acidente de Carolina foram convocados para depor

Redes sociais foram vistoriadas 

Investigação que apura o acidente de trânsito que, no dia 2 de novembro, matou a advogada Carolina Albuquerque, fez uma varredura nas redes sociais e analisou comentários das notícias relacionadas ao caso, veiculadas pela imprensa de Mato Grosso do Sul. Internautas que publicaram terem presenciado o acidente ou postaram fatos que chamassem a atenção da polícia, foram convocados para prestar depoimento.

Conforme relatório do setor de investigações da Polícia Civil, anexado ao processo nesta segunda-feira (18), após detectadas publicações que pudessem ajudar no trabalho da polícia, o responsável pelo comentário era identificado no sistema da polícia e arroladas como testemunhas do caso.

“Passamos a buscar informações na rede social Facebook. Buscamos por usuários que comentaram as notícias das mídias sociais contrariando ou confirmando as informações ali inseridas, bem como declarando terem informações concretas a respeito do crime”, informa o documento.

Um dos internautas convocados, afirmou em um comentário que estava no momento do acidente e viu o estudante de medicina, João Pedro Miranda, em alta velocidade. No relato, o homem diz que ajudou o universitário a sair do carro e conversou com ele. Diante das afirmações, a polícia quis ouvi-lo.

O documento também informa que durante a investigação da Polícia Civil, diversas denúncias foram feitas à polícia, em sua maioria, pessoas descrevendo o comportamento de João Pedro em bares da Capital, no entanto, em nenhum dos estabelecimentos foram fornecidas imagens ou informações que ajudasse no processo.

O acidente

O acidente que terminou na morte da advogada aconteceu na madrugada de quinta-feira (2), na Avenida Afonso Pena em frente ao Shopping Campo Grande. Ao delegado Enilton Zalla, João Pedro teria dito que não estava bêbado e que dirigia no máximo a 70 km/h.

João Pedro afirmou que fugiu do local do acidente porque teria sido ameaçado e chamado de assassino por testemunhas que estavam no local, porém, a versão do suspeito é contestada.
“Não procede a versão de terem chamado ele de assassino porque no momento em que ele saiu do local a Carolina ainda estava viva, respirando. As pessoas pediram para que ele ficasse lá, mas ele fugiu, possivelmente por estar bêbado”, explicou o delegado.

O filho da advogada, de 3 anos, teve traumatismo craniano e fratura na clavícula.

 

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