Exército diz que ainda não recuperou arma furtada que teria motivado ‘operação’

Pistola teria sido furtada da casa de um general

Está encerrada a primeira etapa da Operação do Exército que buscou das 16h, de sexta-feira (14), às 22h, de sábado (15), armamentos e outros produtos de uso restrito das forças de segurança. A arma furtada da casa de um General, que seria o motivo da ação, ainda não foi recuperada, confirmou o CMO (Comando Militar do Oeste), nesta segunda-feira (17).

Informações de servidores ligados a segurança pública dão conta de que as buscas nas ruas foram motivadas após o furto da pistola de um  general. Ainda segundo estes servirores, que preferiram manter o anonimato, a arma furtada foi recuperada no último sábado (15), e por isso a procura foi suspensa.

O motivo não foi confirmado pelo CMO. Na sexta-feira, nota oficial divulgou que operação foi deflagrada após o setor de inteligência levantar informações de que armas e explosivos estariam a caminho da Capital.

“A gente estava com a operação Ágata há 15 dias e recebemos algumas denúncias de que poderia ter algum armamento de calibre de uso restrito e de algum material de uso controlado pelo Exército já aqui em Campo Grande, fruto do tráfico e do crime organizado”, explicou o Major.

As ações ocorrerão de forma semelhante à Operação Ágata, ou seja, com várias etapas. Segundo o porta-voz do CMO, Major Marcelo Machado, as datas de ações futuras ainda não foram estabelecidas.

Furto do armamento

Ao Jornal Midiamax, o major Machado confirma o furto do armamento, mas ressalta que esta não foi a razão da operação. “Estamos trabalhando com operação curtas. Assim como a Operação Ágata, que já deflagrou a 3ª etapa. O furto do armamento não estava em pauta, mas como ocorreu, incluímos na primeira etapa que também buscou outros produtos de uso restrito das forças de segurança. O armamento ainda não foi recuperado”, explicou.

A reportagem indagou o CMO sobre a responsabilização dos guardas que faziam a segurança da casa do general, mas não obteve retorno.

A ação envolveu setores de inteligência da Polícia Civil e Militar. Os militares atuaram em turnos de 8 horas, com aproximadamente 200 homens nas ruas e 200 aguardando para atuarem, em revezamento. Portanto, o total do efetivo, de 400 militares, não fica ao mesmo tempo na rua. 

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