Ex-vereador e mulher foram mortos por vingança de caseiro, que se diz maltratado

Um dos envolvidos morreu em uma troca de tiros em Corumbá

Vingança teria sido a motivação do assassinato do ex-vereador Cristóvão Silveira e de sua esposa Fátima Silveira. Em depoimento no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), Rivelino Mangelo, 45 anos, teria afirmado ser maltratado e humilhado pelo patrão e que a mulher foi morta para não ficar de testemunha.

De acordo com o delegado Fabio Peró, Rivelino planejava a morte do patrão há uma semana entrou em contato com o filho Rogério Nunes Mangelo, 19 anos e com o sobrinho Diogo André dos Santos Almeida, 21 anos que teriam demonstrado resistência em participar do crime. Em conversas no aplicativo WhatsApp, o caseiro então teria dado o ultimato aos dois alegando que se não o ajudassem ele faria sozinho.

Peró explicou, que por volta das 13h da terça-feira (18), Rogério e Diogo chegaram na chácara e ficaram escondidos. Às 15h o casal, Cristóvão e Fátima chegaram ao local e foram conduzidos por Rivelino até o galpão onde começaram as agressões. O caseiro atacou a esposa e o ex-vereador ficou por conta do sobrinho.

Por volta das 18h, a PM (Polícia Militar) foi acionada. Entre 18h e 20h investigadores do GOI (Grupo de Operações e Investigações) já estavam a caminho da cena do crime. Às 20h, os policiais do Garras foram acionados e também se deslocaram à chácara onde aconteceu o homicídio.

O caseiro, que foi preso quando recebia alta do hospital Santa Casa, após ser atendido por causa de um corte profundo no pé assumiu a autoria do crime. Ele foi socorrido depois que a dona de um bar, que fica a 800 metros da chácara acionou o socorro depois que ele teria contado que sete homens invadiram o local para roubar. Mas, após ser levado para depoimento acabou confessando a autoria dos assassinatos.

Assim que mataram o casal, Rogério e Diogo fugiram com a caminhonete até Anastácio e, então, até uma chácara localizada a 30 km de Aquidauana, onde estava Alberto Rivelino, 21 anos, também filho do caseiro que teria ficado com uma TV roubada do casal. Alberto confessou à polícia, que o primo e o irmão chegaram ao local na caminhonete roubada com as roupas ensanguentadas e teriam queimado as peças.

Diogo então seguiu com um outro comparsa, já que o mesmo não sabe dirigir, para a Bolívia. Ele acabou morto em uma troca de tiros com a polícia durante sua fuga, na tarde desta quarta-feira, no município a 444 quilômetros de Campo Grande. Rogério e Alberto foram presos ainda em Anastácio assim que os policiais tiveram conhecimento da localização dos suspeitos.

À imprensa, o caseiro alegou que não foi embora da chácara mesmo com os maus-tratos por sofrer ameaças de morte do ex-vereador, já que o funcionário tinha conhecimento de uma suposta amante de Cristovão. “Ele tinha uma amante e além de me maltratar  me xingar,não me deixava ir embora da chácara por medo de que eu revelasse o segredo à esposa dele. Ele disse que ia me matar. Era ele ou eu”, afirmou Rivelino.

Ao ser questionado sobre o motivo da morte de Fátima, Rivelino disse “Ela morreu porque tinha que morrer”.

Assista ao depoimento:

Esposa e filha

A esposa de Rivelino e uma filha de 12 anos, que também moravam na chácara onde aconteceu o crime, prestaram depoimento no Garras nesta quarta-feira. A mulher teria afirmado que o caseiro teria retirado elas do local ainda pela manhã da terça, antes do crime.

Disse que o marido parecia muito nervoso e ansioso e queria que elas saíssem rapidamente do local. As duas foramn ouvidas e liberadas. 

Suspeita de abuso

Segundo o delegado Fábio Peró, os laudos ainda não foram concluídos por isso as suspeitas de abuso sexual na esposa, por parte dos criminosos, não foi concluída. Mas que os homens negam qualquer ato desse tipo.

Prisão em Corumbá

Desde que a camionete foi abandonada as policias Militar e Civil montaram barreiras no município e por volta das 16h desta quarta Diogo morreu em uma troca de tiros com a polícia e um comparsa conseguiu fugir. 

A caminhonete L-200 Triton que seria levada para a Bolívia, caiu em um barranco durante a perseguição e ficou bastante danificada, porém, já está no pátio da Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.

O crime

Cristovão Silveira e a esposa Fátima Silveira foram assassinados no dia 18 de julho, quando chegaram a chácara por volta das 15 horas. Cristóvão teria sido atraído até o galpão e no local foi cercado pelos três suspeitos.

A vítima, que recebeu um primeiro golpe na nuca teve o dedo decepado ao tentar se defender das facadas. As mãos de Cristóvão estavam bastante machucadas e um golpe na altura do pescoço chegou a quebrar sua coluna.

Ao ver que o marido estava sendo atacado pelo trio, Fátima tentou ajuda-lo com um cabo de vassoura, mas caiu no chão e foi atacada com dois golpes de facão por Rivelino. O caseiro negou que tenha tinha tido relação sexual com Fátima e disse que tirou as roupas dela e passou as mãos em suas partes íntimas.

Após as mortes, o caseiro, foi preso quando recebia alta do hospital Santa Casa, após ser atendido por causa de um corte profundo no pé. Ele foi socorrido depois que a dona de um bar, que fica a 800 metros da chácara, acionou o socorro. Segundo ela, Rivelino chegou a dizer que sete homens invadiram o local para roubar. Mas, após ser levado para depoimento acabou confessando a autoria dos assassinatos.

Assim que mataram o casal, Rogério e Diogo fugiram com a caminhonete até Anastácio e, então, até uma chácara localizada a 30 km de Aquidauana, onde estava Alberto Rivelino, 21 anos, também filho do caseiro e que teria ficado com uma TV roubada do casal.

Alberto confessou à polícia, que o primo e o irmão chegaram ao local na caminhonete roubada com as roupas ensanguentadas e teriam queimado as peças. Diogo então seguiu com um outro comparsa, já que o mesmo não sabia dirigir, para a Bolívia. Ele acabou morto em uma troca de tiros com a polícia durante sua fuga, no município a 444 quilômetros de Campo Grande

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