Exemplos para os jovens

Aristóteles Drummond*

Exemplos para os jovens
Aristóteles Drummond

Neste momento que vivemos uma certa orfandade de brasileiros exemplares, com dedicação integral às grandes causas e a serviços concretos prestados, com idealismo e honestidade, ocorre-me, com mais de meio século de participação na vida nacional, relembrar alguns nomes.

O primeiro foi meu introdutor no jornalismo, nos meus 19 anos, o então presidente dos Diários Associados, deputado João Calmon, que veio a exercer três mandatos de senador pelo Espírito Santo, com ênfase para a educação no Brasil. Este gargalo no nosso crescimento econômico e social teve poucos com tanta obstinação como João Calmon, embora recentemente tenhamos tido outro senador, Cristovam Buarque, também com exemplar luta pela melhoria do ensino em geral em nosso país. E tivemos pelo menos três grandes ministros da Educação em Jarbas Passarinho, Esther de Figueiredo Ferraz e Rubem Ludwig.

Firmeza, caráter e competência tivemos no parlamentar, homem público e ministro do Supremo Tribunal Federal Oscar Dias Corrêa, uma referência. Este homem severo, exemplar católico, exerceu na sua plenitude os serviços prestados ao país e a sua cultura até o fim da vida, como ocupante de uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Esta casa, aliás, abrigou grandes vultos da vida nacional, como Getúlio Vargas, Roberto Marinho, Assis Chateaubriand e Roberto Campos. Todos deram uma contribuição positiva ao Brasil.

No próprio Parlamento, tivemos homens notáveis pela cultura e presença, que morreram pobres. De Minas, Elias de Sousa Carmo, Murilo Badaró, Itamar Franco, os Andradas desde sempre, José Maria Alkmin, Gustavo Capanema, Milton Campos,Aécio Cunha e outros. Do Rio, ilustres como Paschoal Carlos Magno, que foi vereador, Roberto Campos, Nelson Carneiro, Gilberto Marinho, o estadista Amaral Peixoto e Raimundo Padilha. O Nordeste nos deu, na Constituinte de 46, um Gilberto Freyre e, depois, senadores como Dinarte Mariz, Luís Viana Filho, João Cleofas, Rui Palmeira e Arnon de Melo, entre outros.

Tudo isso nos leva a crer que a sociedade mais culta tem de assumir a responsabilidade pela queda na qualidade em geral dos políticos em função de sua ausência ou alheamento. É preciso fazer política, como no passado, em que, inclusive, tivemos grandes líderes empresariais no Congresso, como Albano Franco, Horácio Lafer,  Herbert Levy, Pereira Lopes, Correa da Costa – avô da Ministra Teresa Cristina-.

 

Vamos arregimentar valores!!!


*Articulista e escritor

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