Teve seu WhatsApp invadido? Veja o que fazer!

Luiz Augusto Filizzola D’Urso*

Foto – Dr. Luiz Augusto DUrso

Acompanhamos um crescimento absurdo de vítimas buscando auxílio após ter seu Whatsapp invadido por criminosos.

Infelizmente, os métodos utilizados para estas invasões são diversos, todavia, lembre-se, o objetivo é sempre um: conseguir que você passe ao criminoso um código que você receberá em seu celular.

Este código é chave de acesso ao seu Whatsapp, e elemento essencial para esta invasão acontecer.

Nos casos em que os criminosos conseguem este código, normalmente, após a invasão, eles se passam pelo titular daquela conta e pedem dinheiro emprestado para todos os contatos da vítima. Esta que logo saberá que foi invadida, seja por não conseguir acessar seu Whatsapp, seja pelas ligações de seus amigos e familiares mais desconfiados e atentos.

Afinal, como estes criminosos conseguem que a própria vítima envie o referido código?

Na verdade, este código é o de acesso ao Whatsapp, que a própria vítima acaba concedendo aos criminosos, enganada por este “suposto funcionário”.

Vejamos as 5 dicas iniciais, que elaborei, para as vítimas da referida invasão

1. Tente retomar imediatamente seu acesso no próprio aplicativo (Whatsapp);
2. Não conseguiu? Envie um e-mail para [email protected] ;
3. Coloque, como assunto, o seguinte: ACCOUNT HACKED  +55 (SEU DDD) + (SEU NÚMERO);
4. No corpo do e-mail, explique que teve sua conta invadida, e que o criminoso está pedindo dinheiro em seu nome (se for o caso), também solicite o bloqueio do acesso do criminoso e a devolução de seu acesso. (O texto constante deste e-mail deve estar em português e também em inglês). Dica: caso tenha dificuldade com a língua inglesa, use o Google Tradutor;
5. Registre o boletim de ocorrência, quando necessário.

Estas são as orientações iniciais. Lembre-se: sempre ATIVAR a autenticação em dois fatores de seu Whatsapp, Instagram e etc – que trará uma proteção extra, e pode, muitas vezes, evitar todas estas situações. Muito cuidado com estes estelionatários digitais.


*Luiz Augusto Filizzola D’Urso, Advogado especialista em Direito Digital e Cibercrimes, Professor de Direito Digital no MBA de Inteligência e Negócios Digitais da FGV, coordenador e professor do Curso de Direito Digital e Cibercrimes da FMU, Presidente da Comissão Nacional de Estudos dos Cibercrimes da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, Pós-Graduado pela Universidade de Castilla-La Mancha (Espanha), pela Faculdade de Direito de Coimbra (Portugal), pelo Instituto de Direito Damásio e pela Faculdade Ibmec São Paulo.

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