Proibição do aborto gera um dos maiores protestos na Polônia

Em 1980, movimento Solidariedade marcou o país

Uma enorme multidão protestou nas ruas de Varsóvia, capital da Polônia, contra uma decisão judicial que proíbe quase todos os aborto, nesta última sexta-feira (30). O ato é considerado dos maiores protestos já vistos no país.

O prefeito da cidade, Rafael Trzaskowski, declarou que mais de 100 mil pessoas participaram da manifestação. Porém, organizadores do movimento disseram que o número ficou por volta de 150 mil. Segundo a imprensa local, 37 manifestantes foram detidos, a maioria, torcedores de futebol.

Os organizadores pediram todos que seguissem na direção da casa de Jaroslaw Kaczynski, o líder do partido de direita Lei e Justiça (PiS), que é visto como o real responsável pela tomada de decisões no país. O protesto acabou por volta das 23h no horário local.

De acordo com a Brasil, protestos nesta escala foram vistos pela última vez no movimento , nos anos 1980.

O movimento, também em Varsóvia, resultou em nove dias de protestos em todo o país desde uma decisão na Corte em 22 de outubro que julgou que o aborto em casos de má-formação é inconstitucional.

Isso significa que o aborto na Polônia só seria legal em duas situações: em caso de ameaça à vida e saúde da mãe, ou se gravidez sucedesse estupro ou incesto.

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