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Paraguai projeta retorno de mais de 25 mil paraguaios por conta da pandemia

Uma projeção feita pelo governo paraguaio revela que, em virtude da pandemia do coronavírus  mais de 25 mil pessoas que deixaram o País estão planejando fazer o caminho inverso. Desse total, 3.500 já se registraram nos consulados e nas embaixadas. A maioria vive no Brasil e quer evitar uma contaminação já que a legislação está […]

Marcos Morandi Publicado em 12/05/2020, às 11h26

Paraguaios acabam se concentrando na Ponte da Amizade. (Foto: ABC Color)
Paraguaios acabam se concentrando na Ponte da Amizade. (Foto: ABC Color) - Paraguaios acabam se concentrando na Ponte da Amizade. (Foto: ABC Color)

Uma projeção feita pelo governo paraguaio revela que, em virtude da pandemia do coronavírus  mais de 25 mil pessoas que deixaram o País estão planejando fazer o caminho inverso. Desse total, 3.500 já se registraram nos consulados e nas embaixadas. A maioria vive no Brasil e quer evitar uma contaminação já que a legislação está mais frouxa nos últimos dias em algumas cidades.

Segundo o assessor de Assuntos Internacionais do  Paraguai, Federico González, os pedidos de retorno dos paraguaios crescem a cada dia. Entretanto, segundo ele, a autorização ainda é gradual, uma vez que no País ainda não abrigos suficientes para acolher todas as pessoas.

“Mais de três mil pessoas já passaram pelos abrigos. Esses compatriotas estão retornando com autorização especial e cumprem uma condição humanitária de saúde ou vulnerabilidade econômica”, afirmou  González.

Refugiados

Diariamente cerca de 200 paraguaios ocupam a Ponte Internacional da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad Del Lest.  Eles  deixam São Paulo e engrossam a fila dos chamados “Refugiados Sanitários” uma nova categoria que surgiu com a crise do coronavírus e acabam “morando” no local à espera de permissão para voltarem para casa.

Mesmo com as repetidas orientações contrárias da Organização Mundial da Saúde (OMS), os paraguaios passam várias horas e até mesmo dias aglomerados na ponte, até que conseguem sinal verde para retornar a sua terra natal, com a esperança de receberem ajuda de parentes e amigos. A autorização depende, segundo o ABC Color, do Conselho de Defesa Nacional.

Jornal Midiamax