OMS: possível vacina da Pfizer requer paciência e remdesivir não é eficiente

Dexametasona é a "única terapia mostrando efeito" nos casos de coronavírus

A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (), Soumya Swaminathan, adotou postura cautelosa ao comentar a possibilidade de uso emergencial da vacina experimental contra covid-19 da Pfizer, o que foi aventado pela própria farmacêutica nesta sexta, 16.

“Temos de ser pacientes para ver a segurança e eficácia”, declarou, durante coletiva de imprensa.

Sobre terapias para o novo coronavírus, o diretor-geral da , Tedros Adhanom, declarou que o uso de remdesivir não resultou em queda da mortalidade pela doença em um estudo da entidade com milhares de pessoas, tampouco a hidroxicloroquina, o que já havia sido provado em um estudo em junho.

Segundo Tedros, a dexametasona é a “única terapia mostrando efeito”, sendo prescrita em casos de pacientes com quadros graves da doença. O diretor-geral da lembrou que, com o inverno chegando, os casos de covid estão subindo na . “A mortalidade é menor do que em março, mas as hospitalizações seguem subindo”, apontou.

Michael Ryan, diretor da , afirmou que “pessoas devem usar máscaras apropriadamente, mas também tomar as outras medidas”, lembrando que as máscaras não devem ser a única profilaxia contra a covid. Ryan agradeceu ao setor aéreo por “fazer muito” na prevenção, mas indicou que ainda “falta um longo caminho para a confiança” até a retomada de deslocamentos massivos. A confiança entre países é importante no retorno das viagens, e é “difícil”, concluiu.

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