Cloroquina não evita mortes por coronavírus e pode atacar o coração, aponta estudo

Pesquisa foi conduzida em 25 hospitais do Estado de Nova York e 1.438 pacientes foram avaliados pelos pesquisadores

Um estudo publicado nessa segunda-feira (11) pelo Journal of the American Medical Association (JAMA) aponta que a hidroxi () não é capaz de evitar mortes relacionadas ao coronavírus e ainda pode causar problemas no coração, tanto sozinha como quando associada à azitromicina.

O estudo foi conduzido em 25 hospitais do Estado de Nova York e 1.438 pacientes foram avaliados pelos pesquisadores, a maioria (59,7%) formada por homens com 63 anos, em média. Apenas pessoas que estavam internadas há pelo menos 24 horas entre 15 e 28 de março foram consideradas elegíveis.

Os pacientes foram divididos em quatro grupos: o primeiro foi tratado apenas com hidroxi; o segundo, só com azitromicina; o terceiro, com ambos os medicamentos; o último, com nenhum dos dois. Aqueles que foram medicados (com , azitromicina ou os dois) ficaram mais propensos a desenvolver problemas como diabetes, baixa saturação de oxigênio e manchas anormais nos pulmões.

Dos que receberam ambos os medicamentos, 15,5% registraram paradas respiratórias e 27,1%, anormalidades nos eletrocardiogramas. A proporção é de 13,7% e 27,3%, respectivamente, entre os pacientes medicados só com hidroxi; 6,2% e 16,1% entre os que receberam azitromicina; e 6,8% e 14% entre os que não foram medicados com nenhum dos dois.

Ainda de acordo com a pesquisa, em comparação com os pacientes que não receberam nenhum dos medicamentos, não houve diferenças significativas na mortalidade daqueles que foram tratados com hidroxi, azitromicina ou ambos.

“Entre os pacientes hospitalizados com covid-19, o tratamento com hidroxi, azitromicina ou os dois não foi associado à diminuição significativa da mortalidade”, concluíram os cientistas norte-americanos, acrescentando que os resultados da pesquisa podem ser limitados por sua natureza observacional.

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