‘Assassino do Twitter’ desmente seus advogados e confessa crimes no Japão

Preso desde 2017, um japonês de 29 anos que ficou conhecido como o “assassino do ” admitiu, nesta quarta-feira, em um tribunal na cidade de , ter matado nove pessoas após entrar em contato com elas pela rede social, segundo uma reportagem da emissora britânica BBC. As informações são do Yahool.

Takahiro Shiraishi havia sido preso três anos atrás após partes de corpos terem sido achados em seu apartamento. À Justiça, nesta quarta-feira, ele afirmou que as alegações “são todas corretas”, de acordo com a BBC.

Se for condenado por assassinato, Shiraishi receberá a pena de morte, que no é feita com enforcamento. No entanto, segundo a emissora britânica, seus advogados alegam que as acusações devem ser reduzidas, porque as vítimas aparentemente o autorizaram a matá-las.

A defesa de Shiraishi afirma que as vítimas aceitaram ser mortas, então as acusações deveriam ser reduzidas para “assassinato com consentimento”. Neste caso, a sentença poderia ser de seis meses a sete anos de prisão.

No entanto, o próprio acusado discorda de seus advogados.

— Havia hematonas na parte de trás das cabeças das vítimas — disse Shiraishi ao jornal japonês Mainichi Shimbun. — Isso mostra que não havia consentimento, e eu fiz isso para que elas não resistissem.

O caso

De acordo com o canal estatal NHK, Shiraishi afirmou à polícia ao ser preso em outubro de 2017: “Eu os matei e fiz algumas coisas com os corpos para ocultar as provas”.

A acusação diz que Shiraishi criou uma conta no em março de 2017 para “contatar mulheres que estavam pensando em suicídio, as quais ele viu como alvos fáceis”.

O homem supostamente entrava em contato com possíveis vítimas para dizer que poderia ajudá-las a morrer, em alguns casos afirmando que se mataria junto delas.

Das nove vítimas, oito eram mulheres — uma delas de 15 anos —, segundo a BBC. O único homem tinha 20 anos e teria sido morto após confrontar Shiraishi sobre o paradeiro de sua namorada.

A polícia prendeu Takahiro Shiraishi há três anos, quando investigava o desaparecimento de uma mulher de 23 anos que supostamente tuitou que desejava cometer suicídio.

Após o desaparecimento da jovem, o irmão teria conseguido entrar em sua conta do e detectado o nome de um usuário com mensagens suspeitas.

Se os pedidos da defesa forem aceitos e as acusações forem alteradas para “assassinato com consentimento”, a pena seria de entre seis meses e sete anos de prisão.

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