Sobe para oito o número de jornalistas assassinados no México neste ano

ONU-DH acompanha as investigações

O jornalista Rubén Pat Cahuich foi assassinado a tiros na Playa Del Carman, no litoral caribenho nesta terça-feira (24). Já são oito os jornalistas mortos no país somente neste primeiro semestre de 2018.

Segundo autoridades mexicanas, o repórter estava ao lado de fora de um bar movimentando na principal rua da cidade quando foi atingido por pelo menos dois tiros. Rubén, proprietário do jornal local ‘Playa News’, morreu imediatamente.

O escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ONU-DH), localizado no México, afirmou que o jornalista já tinha sido detido, ameaçado e torturado por autoridades policiais de Solidaridad após divulgar que funcionários locais tinham vínculo com o crime organizado.

Rubén fazia parte do sistema de proteção à defensores dos direitos humanos e jornalistas. A ONU pediu ao governo mexicano uma investigação que, de fato, encontre e julgue os crimes cometidos contra repórteres. A Promotoria Geral do Estado deverá investigar os motivos e as circunstancias da morte.

Outras mortes

Desde a chegada de Enrique Peña Nieto à presidência do país, em 2012, cerca de 44 jornalistas morreram em atentados. Há suspeita que os atentados ocorridos desde então estejam ligados a atividades voltadas ao jornalismo.

Recentemente, em junho, outro jornalista foi morto também em um bar na Playa del Carmen. A morte de José Guadalupe Chan, colaborador do jornal “Playa News”, não foi solucionada. Contudo, na época, José publicou uma nota dizendo ter recebido ameaças.

“Ontem eu estava em um bar e aparentemente eles estavam seguindo, eu falei com a polícia que estavam na área. Quando viram que não havia presença policial desapareceu esses agressores, mas aparentemente foram para outro bar chamado The Batcave e é aí que eles vão e matam “, desabafou.

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