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Facebook estimula a desinformação e a falsidade, diz ex-executivo

Chamath Palihapitiya diz que rede social está destruindo “tecido social”

Tendo passado quatro anos em cargos de alto escalão da empresa de Mark Zuckerberg, o ex-executivo do Facebook, Chamath Palihapitiya, disse que a rede social, assim como todas as outras, “estão dilacerando o tecido social”, num tom de crítica às transformações causadas pelas redes.

A declaração foi feita durante um fórum da Escola de Negócios de Stansford em novembro do ano passado, mas só recentemente se tornou de conhecimento público, quando o jornal The Guardian noticiou na íntegra a palestra de Palihapitiya.

“É um problema global, está corroendo as bases fundamentais de como as pessoas de comportam consigo mesmas e com as outras”, disse o ex-executivo. Para ele, o Facebook, ao limitar interações a curtidas e corações, levou a uma falta de “discursos civil, à desinformação e à falsidade”.

Ele cita um exemplo ocorrido em maio do ano passado na Índia, quando mensagens falsas transmitidas pelo Whatsapp levaram dezenas de pessoas a lincharem um grupo de sete inocentes, acusados de terem sequestrado crianças.

“Estamos enfrentando isso”, criticou Palihapitiya. Para o ex-executivo, esse caso “extremo” mostra como pessoas criminosas “podem manipular grandes grupos de pessoas para que façam o que eles querem”.

Agora, o ex-executivo trabalha com uma associação que financia projetos na área de educação e saúde. Ele critica a política dos investidores do Silicon Valley, que investiriam em “empresas estúpidas, inúteis e idiotas”, em vez de em problemas reais como mudanças climáticas e doenças.

Esta não é a primeira vez que um ex-funcionário do alto escalão critica o poder do Facebook. Sean Parker, ex-presidente da empresa, disse que a rede social “explora uma vulnerabilidade da psicologia humana”, ao demandar e estimular a todo tempo a validação social.

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