Ucrânia e separatistas trocarão prisioneiros

Negociação acontecerá em campo neutro. Retomada de reuniões em Minsk continua sem confirmação.

 

Uma grande troca de prisioneiros está em processo no Leste da Ucrânia, e cerca de 370 detidos devem ser libertados nos próximos dias. Os rebeldes pró-Rússia devem libertar 150 prisioneiros ucranianos em troca de 225 detidos que devem ser soltos pelo governo ucraniano.

— Temos 225 pessoas que serão entregues aos rebeldes — afirmou Markiyan Lubkyvsky, do Serviço de Segurança Ucraniano. — Agrande preocupação agora é garantir que essa negociação não fracasse.

As agências russas Interfax e RIA Novosti revelaram que a troca de prisioneiros acontecerá em campo neutro entre os setores controlados pelos insurgentes e as forças do governo.

A troca estava agendada para o início da semana e o atraso interrompeu as negociações de paz entre separatistas e o governo de Kiev em Minsk, capital da Bielorrússia, que foi adiada indefinidamente.

O número exato de prisioneiros mantidos pelos dois lados é desconhecido, mas o Exército ucraniano afirmou neste mês que cerca de 600 cidadãos estão em mãos de rebeldes separatistas.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 1.300 pessoas morreram desde que o cessar-fogo na região foi assinado em setembro. Em dezembro, os conflitos tiveram uma diminuição significativa, mas nesta sexta-feira, o Exército acusou os separatistas de intensificarem ataques contra tropas ucranianas no Leste do país e afirmou que um soldado foi assassinado nas últimas 24 horas.

— Nos últimos dois dias, rebeldes passaram a usar equipamento de artilharia e lança-foguetes GRAD. Os ataques tiveram um aumento de intensidade — afirmou o porta-voz das Forças Armadas, Andriy Lysenko. — Os rebeldes estão usando o cessar-fogo para reagrupar suas forças.

Autoridades de Kiev afirmaram que novos diálogos entre os governos da Ucrânia e da Rússia, os separatistas e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) poderiam acontecer na sexta-feira, mas o ministro da Relações Exteriores, Dmitry Mironchik, afirmou que eles estavam cancelados, informou a filial bielorrussa da Interfax.

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