No Dia Mundial da Anta, 5 curiosidades do maior mamífero da América do Sul

Conheça mais sobre este animal, que também está na lista de espécies ameaçadas de extinção

Neste sábado (27) é comemorado o Dia Mundial da Anta, que homenageia as quatro espécies que existem no mundo. Também é uma forma de sensibilizar a população sobre a importância da preservação do animal, que desempenha um papel fundamental no habitat que vive.

Um dos maiores incentivadores da proteção da espécie é o Incab (Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira), programa do Ipê (Instituto de Pesquisas Ecológicas), que desenvolve pesquisas de conservação da anda em todo Brasil desde 1996.

O projeto busca implementar ações para reduzir os maiores riscos da anta no país, como atropelamento em estradas e contaminação por agrotóxicos, principalmente em áreas de cerrado. Perder esse animal é um risco para natural, por conta da grande relevância para nossas florestas.

Não sabia a importância da anta? Veja abaixo cinco curiosidades, selecionadas pela Incab, para que o mundo celebre e contribua na conservação desta importante espécie.

Anta brasileira, o maior mamífero terrestre da América do Sul

O animal pesa de 180 a 300 quilos e é bem peculiar. Possui uma pequena tromba, conhecida como probóscide, crina curta, pele acinzentada e orelhas de pontas brancas. Nas suas patas, os números de dedos são diferentes, sendo três na dianteira e quatro nas traseiras.

A anta costuma descansar nas horas mais quentes do dia, tendo hábitos totalmente noturnos e crepuscular. Cada gestação dura até 14 meses, gerando apenas um filhote. Uma fêmea reproduz um filhote a cada um ano e meio ou dois anos

Excelente jardineira do seu habitat

Herbívoras, elas ingerem entre oito e nove quilos de alimentos, entre folhas, brotos, caules, cascas de árvores, plantas aquáticas e frutos. E sabe o que acontece quando as sementes dos frutos consumidos chegam até o estômago da anta?  São potencializadas!

Em uma área de 500 hectares, a anta é uma ótima dispersora de sementes por todo o seu habitat, que é o seu principal papel ecológico, as tornando responsáveis pela formação e manutenção da biodiversidade.

Detetive e sentinela

A anta se movimenta por grandes distâncias dentro de sua área de uso e entre fragmentos de floresta, conectando diferentes tipos de habitat. Por esta razão, é considerada como “detetive ecológica”, contribuindo na compreensão das inter-relações entre o mosaico de habitats da paisagem.

Adicionalmente, a anta é considerada “espécie sentinela”, capaz de alertar para os riscos presentes no ambiente onde outras espécies da fauna, animais domésticos e comunidades rurais vivem. Pesquisas científicas através de amostras biológicas de anta tais como sangue, tecido, entre outras, têm identificado substâncias perigosas que estão presentes nas regiões de estudo, tais como elevados níveis de agrotóxicos.

Enfrenta possível extinção

As quatro espécies de anta existentes no mundo estão elencadas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), um dos inventários mais detalhados do mundo sobre o estado de conservação da natureza. No caso das antas, significa que todas elas estão ameaçadas de extinção.

Animal injustiçado pela Língua Portuguesa

É bastante provável que você já tenha usado ou escutado outras pessoas usarem a palavra “anta” como termo pejorativo, destinado a pessoas desprovidas de inteligência, tolas ou que cometem algum ato estúpido. Isto ocorre apenas no Brasil.  Esta injustiça é exposta pela ciência quando, em estudos relacionados a quantidade de neurônios no cérebro, comprovou-se que a anta é um animal muito inteligente.

Este é um dos motivos que mais afastam as pessoas da causa da conservação da anta no Brasil. Afinal, com esta associação tão negativa, como as pessoas podem desenvolver um senso de orgulho por este animal? Ao ouvir isso por aí, esclareça imediatamente: #antaÉelogio!

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