#CG120: Memórias, tintas e a Campo Grande de Humberto Espíndola

Muito deve-se à arte de Humberto Espíndola, a bovinocultura não seria a mesma sem suas cores e traços.

Era uma tarde de vento frio em Campo Grande, o céu um pouco cinza e nuvens carrancudas. Cheguei pontualmente, às 15h, à casa do nosso grande mestre das artes plásticas, Humberto Espíndola, no bairro Monte Líbano, em Campo Grande. Estava um pouco nervoso pela entrevista (minha primeira com ele!), não queria deixar escapar nenhuma pergunta e ao mesmo tempo sabia o peso que é conversar com esse artista maravilhoso.

Com um sorriso de todos os dentes ele nos recebeu, generosamente abriu as portas de sua casa e nos concedeu uma entrevista inesquecível. Quem fez a trilha sonora do encontro foram as araras e passarinhos que moram lá perto. Se prestar atenção, dá pra escutá-las cantando ao fundo em diversos momentos. Já o cheiro era de café feito na hora, preparado com maestria pelo querido Carlos Marques.

O primeiro dos irmãos Espíndola é um dos maiores nomes das artes, um pioneiro e corajoso artista que, seja com pincéis ou palavras, dá vida e beleza às coisas que toca. Primogênito de uma família de artistas notáveis, cheia de história e que nos enchem de orgulho, nessa entrevista ele conta qual foi sua participação na formação cultural de seus caçulas, além de trazer de volta boas lembranças da infância, adolescência e uma história que me toca muito em especial: o pacto feito entre Aline Figueiredo de nunca sair do Estado e trazer os olhos do mundo para nossa arte. Eles conseguiram!

Música e poesia também fazem parte da matéria, cores, tintas e suas telas históricas também estão presentes. Ícone da bovinocultura, precursor de uma linda parte de nossa história, que nunca deixaremos de exaltar. Salve Humberto Espíndola!

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