Aos 108 anos, dona Fábia surpreende com longevidade e habilidade no crochê

Com mais de um século de vida, ela tem boa saúde e muita prática com tricô.

Lá no bairro São Conrado, em Campo Grande, em uma casa simples, com sombra boa na varanda, vive uma senhora muito especial. Com mais de um século de vida, 108 anos ao certo, dona Fábia Pedro é uma raridade. A idade avançada é limitante, mas não a impede de fazer belas e bem trabalhadas peças de crochê, seu maior passatempo.

Descendente de índios da etnia Terena, dona Fábia é nascida em Aquidauana, no dia 31 de janeiro de 1911, na fazenda Bananal. Morou por muitos anos na aldeia, com seu segundo marido e hoje, há dois anos, mora na capital com a família de sua única filha.

A história de uma das mulheres mais longevas do Estado

“O jeito da dona Fábia é de uma pessoa normal, só que hoje ela tem uma idade avançada e a gente tem que ter um pouco de paciência e mais cuidado com ela”, conta seu Mariano, genro.
Dona Madalena, sua filha, também relata que a centenária ainda mantêm sua rotina de independência, realizando algumas tarefas cotidianas. “Quando ela está bem de saúde, ela mesma quem lava sua roupinha a mão, toma banho sozinha, lava os cabelos…”, conta.

Com um olhar que transmite tranquilidade, jeito quieto e observador, a senhora fala apenas em Terena. Ela entende português mas se comunica apenas em sua língua materna, devidamente traduzida por dona Madalena.

“Com 108 anos minha avó está melhor que meu pai e minha mãe juntos”, diverte-se Marques, o neto de dona Fábia. “Todos querem tirar uma foto com ela, saber da sua história, como faz para chegar aos 108 anos…”, completa.

Se existe um segredo para chegar aos 100 anos, não sei. Talvez dona Fábia guarde a sete chaves, não revele. Ou talvez, simplesmente, não exista segredo…

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