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Gênesis: Discriminada por ser estéril, Sarai mostra que mundo não mudou pensamento machista

A esterilidade, principalmente no passado, era vista como uma maldição. Em todo o Antigo Testamento da Bíblia, mulheres inférteis eram consideras inferiores, pois não podiam procriar, sendo culpadas assim por “prejudicar o futuro da família”. Preconceituoso, o pensamento exposto em “Gênesis” não foi totalmente extinto com o passar dos séculos que distanciam a história dos […]

João Ramos Publicado em 30/03/2021, às 18h25 - Atualizado às 18h35

Adriana Garambone e Zécarlos Machado interpretam Sarai e Abrão na nova fase de "Gênesis" (Divulgação, RecordTV)
Adriana Garambone e Zécarlos Machado interpretam Sarai e Abrão na nova fase de "Gênesis" (Divulgação, RecordTV) - Adriana Garambone e Zécarlos Machado interpretam Sarai e Abrão na nova fase de "Gênesis" (Divulgação, RecordTV)

A esterilidade, principalmente no passado, era vista como uma maldição. Em todo o Antigo Testamento da Bíblia, mulheres inférteis eram consideras inferiores, pois não podiam procriar, sendo culpadas assim por “prejudicar o futuro da família”.

Preconceituoso, o pensamento exposto em “Gênesis” não foi totalmente extinto com o passar dos séculos que distanciam a história dos dias atuais. Na novela bíblica da RecordTV, a infertilidade Sarai (Adriana Garambone) destaca a discriminação que mulheres estéreis sofriam e ainda sofrem.

Na época, esse era um dos motivos que permitiam maridos de mulheres estéreis terem outras esposas, a fim de conceber filhos com elas, ou até mesmo de ter concubinas – mulheres não reconhecidas como esposas, cuja única missão era gerar filhos. Inclusive, as servas também poderiam fazer esse papel de procriação na família.

Em nota explicando a trama, a RecordTV diz que “o costume era aprovado entre os homens, mas nada aprovado por Deus, que idealizou o casamento do homem com uma só mulher”, pondera a emissora.

De acordo com o canal que produz a novela, a maioria dos casos de infertilidade nas escrituras não remete a um juízo de Deus. “O padrão que podemos observar, portanto, é que a infertilidade é tratada como uma enfermidade permitida, mas não causada pelo criador. Ele tinha um olhar especial para com essas mulheres desfavorecidas”, pontua.

“Um dos grandes ensinamentos da história de Sarai mostra que a mulher estéril não era abandonada por Deus”, afirma a RecordTV. Lembrando que Sarai é casada com Abrão (Zécarlos Machado), e eles eram irmãos. A mulher foi julgada por ser estéril, mas não por ter se casado com o próprio irmão.

Jornal Midiamax