Fernanda Lima perde o pai de 84 anos, vítima do coronavírus

A apresentadora fez uma homenagem emocionante em suas redes sociais

anunciou neste sábado (18) a morte de seu pai, Cleomar Lima. O advogado e contador carioca tinha 84 anos e estava internado havia quase 4 meses após contrair a , doença causada pelo novo coronavírus.

“Nesses quase 120 dias internado, tu provou mesmo ter fôlego de atleta”, descreveu a apresentadora em publicação nas redes sociais, que foi acompanhada de uma homenagem em vídeo com a música “Preciso Me Encontrar”, de Cartola, e imagens da vida do pai. “Lutou bravamente contra a Covid e depois contra todas as consequências da doença.”

“Foi cruel não poder estar ao teu lado durante o processo todo”, afirmou. “A única vez que consegui deixar minha bebê para pegar um avião e ir te visitar, tu já não estava mais na UTI. Fiquei abraçada em ti ouvindo essa musica do Cartola que tu tanto adorava. Eu chorava vendo teu olhar vago e observava tuas lágrimas escorrerem também. Espero que tenhas ouvido tudo que falei no teu ouvido.”

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Descansa pai. Paizinho, a primeira foto que escolhi para te homenagear foi essa, pq ela sempre me impressionou pela tua garra nesse salto. Com o tempo eu fui enxergando outras virtudes: a força, a coragem, a determinação, a perseverança e a tua disciplina contida na mesma imagem. Tu foi assim no nosso cotidiano. Nesse jogo de basquete tu tinha 19 anos. Estava na batalha para vencer na vida e sair da pobreza que te acompanhou desde a Lapa no RJ de 1936, quando tu nasceu. Felizmente o basquete te salvou. Te levou pro mundo e finalmente pra Porto Alegre onde tu conheceu a mãe e onde minha história de fato começa. O basquete ficou pra trás e tua luta te levou à faculdade de Contabilidade e depois a de Direito. Acabo de saber por uma tia querida que tu levava a máquina de datilografia para a beira da praia e trabalhava enquanto todos se divertiam. Tudo pra nos dar uma vida com mais conforto. De alguma maneira essa foto me acompanhou e me deu força até o dia de hoje, quando tu resolveu descansar. Ela seguirá me guiando até o meu fim. Nesses quase 120 dias internado, tu provou mesmo ter fôlego de atleta. Lutou bravamente contra a Covid e depois contra todas as consequências da doença. Foi cruel não poder estar ao teu lado durante o processo todo. A única vez que consegui deixar minha bebê para pegar um avião e ir te visitar, tu já não estava mais na UTI. Fiquei abraçada em ti ouvindo essa musica do Cartola que tu tanto adorava. Eu chorava vendo teu olhar vago e observava tuas lágrimas escorrerem também. Espero que tenhas ouvido tudo que falei no teu ouvido. Hoje será uma despedida íntima, mas prometo que assim que essa pandemia der uma trégua e as pessoas puderem voltar a se abraçar, eu farei um encontro muito lindo, com todos os teus amigos e familiares, pra gente rir bem alto de braços abertos, que nem tu. Sim, por que a tua felicidade não cabia num sorriso. O seu corpo inteiro vibrava de alegria. Braços pra cima, abertos e balançando de euforia. Sempre. Com todos. [Continua nos comentários]

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Ela também disse que a cerimônia de despedida será restrita. “Hoje será uma despedida íntima, mas prometo que assim que essa pandemia der uma trégua e as pessoas puderem voltar a se abraçar, eu farei um encontro muito lindo, com todos os teus amigos e familiares, pra gente rir bem alto de braços abertos, que nem tu”, escreveu. “Sim, por que a tua felicidade não cabia num sorriso.”Na homenagem, Fernanda contou um pouco da vida de Clemar, que nasceu em 1936 no , no bairro da Lapa, e teve uma infância humilde. Ele começou a jogar basquete, o que o levou a mudar de vida. “Te levou pro mundo e finalmente pra Porto Alegre onde tu conheceu a mãe e onde minha história de fato começa”, contou. “O basquete ficou pra trás e tua luta te levou à faculdade de Contabilidade e depois a de Direito.”

“Acabo de saber por uma tia querida que tu levava a máquina de datilografia para a beira da praia e trabalhava enquanto todos se divertiam. Tudo pra nos dar uma vida com mais conforto”, lembrou. “O seu corpo inteiro vibrava de alegria. Braços pra cima, abertos e balançando de euforia. Sempre. Com todos.”

“Obrigada pelo amor e pela presença intensa que tu dedicou a mim e aos meus irmãos e depois à família que eu construí”, disse. “Principalmente o carinho que dedicou ao Rodrigo, o Pezão. O amor de vocês era algo para além dessa existência. Foi certamente um encontro de pai e filho. Eu achava lindo ver vocês juntos, as semelhanças e o comportamento bagunceiro dos dois. Teus netos tem orgulho de ti e estão sentindo essa grande perda, mas sabem que tu precisava descansar.”

“Quanto a Maria, tua netinha tão aguardada, ela vai saber direitinho quem tu era”, prometeu. “Eu terei muitas histórias pra contar do vovô careca. Ela vai rir muito. Meu grande lamento é vocês terem se visto apenas uma vez desde que ela nasceu. Tô aqui procurando a foto da ligação de vídeo que fizemos pra te contar que eu tava grávida dela. A gente tava precisando desse refresco depois de tudo que sofri em 2018. Foi um ano doído pra mim e sei que tu sofreu junto, mesmo calado. Tu sempre foi o meu maior fã confesso.”

“Descansa paizinho”, desejou Fernanda, por fim, estendendo os elogios à mãe. “Se eu for 10% pros meus filhos do que vocês dois foram pra nós, minha missão nesse mundo estará cumprida.”A apresentadora também agradeceu as diversas mensagens de apoio nesse momento de luto. Entre elas, estavam recados carinhosos da modelo Gisele Büdchen, das atrizes Bárbara Paz e Drica Moraes e da cantora Gaby Amarantos.

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