Famosos contam como seus pets ajudam a enfrentar a quarentena

Rita Lee cantou a bola na coluna do Ancelmo Gois: os pets são um suporte emocional para aliviar a tensão de moradores, famosos ou não, que estão trancados dentro de casa nesse momento de quarentena, tornando o ambiente mais leve e a solidão menos dolorosa. As informações são do Jornal O Globo.

O ator José Loreto diz que está passando este período difícil com as melhores companhias:

— Minha quarentena tem sido com as melhores companhias: milha filha Bella e as vira-latas Brisa e Ganache. Cuidar delas é uma diversão. As três participam das brincadeiras, entram na bagunça, nos ocupam e nos enchem de afeto como só os animais conseguem fazer.

Para as atrizes Letícia Lima e Alessandra Colasanti, os pets também têm sido fundamentais na quarentena. No caso de Flow, adotada por Alessandra há pouco mais de dois anos, algumas mudanças foram adaptadas à rotina, como as saídas, que eram diárias e agora só ocorrem de vez em quando. Ela diz que a cadela está tranquila, mesmo ficando mais tempo em casa:

— Temos um terraço e uma área externa onde ela faz suas necessidades e brinca bastante durante o dia. Então, gasta energia. Acho que isso ajuda — diz Alessandra, que mora em Botafogo com o marido, Lucas Dummer, e está grávida de sete meses.

Letícia mudou pouco sua rotina em Botafogo. Com Juju e Bianca recém-adotadas e ainda tomando vacinas, a rua já não era comum. E Bruno, que ela tem há seis anos, se acostumou a acompanhar as “irmãs”. O que mudou, diz, é que passam mais tempo juntos.

— Estar com meus pets neste momento de isolamento está sendo fundamental. Pegamos sol na varanda pela manhã e eu mesma dou banho, corto as unhas, limpo os ouvidos, escovo os dentes. Fazer tudo isso é terapêutico para mim — afirma.

Quem também tem encontrado alento nos animais de estimação é Roberta Sudbrack: ela tem a companhia de Theodoro e Catharina, da raça golden retriever, e de Viola, border collie que foi presente de Zélia Duncan, sua amiga e vizinha na Urca.

— Nesse momento, olhar para os olhos dos meus cachorros e ver esperança dá um conforto e tanto! O rabo balançando é tudo de bom também, porque é a síntese da alegria. Vamos vencer tudo isso, mas, enquanto não passa, é bom demais tê-los para nos alegrar — diz Roberta.

Outros depoimentos

Thaila Ayala, atriz
“Tenho dois gatos, que foram adotados há dois anos, e para eles continua igual. Eu moro em casa, então, eles conseguem dar uma volta no jardim e estão amando porque nunca ficaram tanto tempo com a gente (risos). Estão pedindo mais carinho, mais atenção. E o meu cachorro foi adotado uma semana antes de a quarentena ser decretada. Como ele é filhote, não pode passear porque não tomou todas as vacinas, por exemplo. É ótimo poder ficar com eles, é a melhor terapia. ”

Maria Joana, atriz
“O Akim, meu cachorro, fica  um pouco comigo e um pouco com a minha mãe. Antes dessa loucura começar, ele já estava comigo, o que foi bom porque a minha mãe já tem 69 anos. Realmente, é uma distração para mim. Sinto um carinho vindo dele que não tem preço. Os animais nos dão amor e só esperam afeto em troca. A felicidade que eles demonstram quando nos encontram pela casa é para alegrar qualquer um.”

Evelyn Regly, youtuber
“O Pernolonga tem sido essencial na minha vida durante essa quarentena. Cachorro alegra muito a casa. Mesmo ele sendo bagunceiro e roubando as laranjas do pé que tenho no quintal, a gente se diverte muito! ”

Fabiana Karla, atriz
“Os bichinhos se tornam a alegria da casa e são ótimas companhias nessa quarentena. Eles sentem quando estamos precisando de amor, afeto. Mas, acho que agora nós é que estamos mais atrás deles, pedindo tudo o que eles nos pedem quando chegamos do trabalho!”

Andrea Avancini, atriz
“Em tempos de isolamento social, nossos pets ‘amigos’ têm sido fundamentais para mantermos a sanidade mental e, consequentemente, nossa saúde física. Ronaldo tem me acompanhado por onde vou — pela casa, é claro. Ele me faz companhia e traz uma sensação de conforto. É comprovado cientificamente que os animais de estimação fazem nosso corpo produzir bons hormônios! Então, obrigada, Ronaldo, por passar por isso junto comigo!”

Cássia Linhares, atriz
“Ter a Kali dentro de casa nos anima em todos os momentos. Ela vem me ajudar a despertar as crianças e é sempre a melhor companhia na hora das brincadeiras. Vejo o meu filho sentado olhando o nada, abraçado a ela e vivendo momentos de paz. Recarrega as energias! Estou correndo com ela no condomínio bem cedinho para gastar sua energia e não correr o risco de encontrar outros moradores. Quando voltamos, limpo as patinhas com vinagre e coloco talco antisséptico. Da raça Staffordshire a Nossa Kali é silenciosa, meiga e super brincalhona. ”

Rogério Minotouro, empresário e atleta
“A Fiona, nossa buldogue francesa, tem ajudado muito a entreter os meus três filhos pequenos. Brincamos todos juntos, ela corre e distrai a gente. O bom é que, assim, colocamos ela para andar bastante em casa. Estamos vivendo um momento atípico em que não podemos mais sair por aí. A fiona está sendo um suporte psicológico muito importante.”

Franciely Freduzeski, atriz
“Tenho quatro gatos que continuam seguindo a mesma rotina: Tonhão, Gatucho, Galileu e Rambo. Um deles foi adotado após ser atropelado e ter aperna amputada. Como ele é meio selvagem, fica isolado, mas estou tentando readaptá-lo. Com os meus dois cachorros, Chaplin, de 4 anos, e Amy, de 2 meses, estou caminhando duas vezes por dia no próprio condomínio, onde moro. Ao entrar em casa, limpo as patinhas, com um pano que já deixo na porta. Tenho ficado mais tempo com eles na área externa da casa, brincando, pegando sol, divertindo e os entretendo.”

Pets também podem ficar entediados

O adestrador Anderson Gonsales diz que fazer os cachorros gastarem energia é o segredo para aliviar a tensão deles no confinamento. Ele, que já preparou animais inclusive para programas de televisão, sugere passeios curtos e brinquedos que façam os bichos se movimentarem, como bolinhas, além de esconder os petiscos.

— O ideal é criar uma rotina próxima da normal, porque senão eles desacostumam depois. É claro que há os momentos de interação, mas é bom deixá-los o mais independentes possível — recomenda.

Bianca Gibbon, designer de uma grife feminina com seu nome, e o marido, Rogério, estão afinados com a roqueira. Eles voltaram da França na semana passada diretamente para a quarentena em seu apartamento em Ipanema. Longe das duas filhas e do resto da família, a única companhia deles é um casal de cães da raça maltês, a fêmea Nick e o macho Billy, o que, segundo Bianca, ameniza a sensação de isolamento.

— Mesmo que tenhamos a ajuda do porteiro para levá-los para o passeio, o ato de escová-los e de preparar a comida deles ajuda a criar uma rotina boa nesse momento de incertezas. Os pets são uma alegria e nos ajudam a aguentar o isolamento — diz.

Ao mesmo tempo em que ajudam os seus donos a passarem por esta fase, os pets precisam de atenção para as suas necessidades e adaptações, já que as saidinhas se tornaram mais escassas. A dentista Bruna Priolli tem dois cachorros, Bené e Lola, e agora só sai com eles bem cedo, para que possam ir “ao banheiro”, já que foram acostumados assim.

— A higienização deles é praticamente a mesma de antes: lavamos as patinhas. A nossa é que mudou: o sapato fica do lado de fora, limpamos a maçaneta… — conta a moradora do Leblon.

A veterinária Mabel Miranda Vaz diz que tanto cães de grande porte quanto os pequenos gostam de rotina e, no fim da quarentena, o retorno ao cotidiano a que estavam acostumados antes desse período de crise será fácil. A dica da especialista é estimular o animal:

— Todo animal tem um instinto caçador. Por isso é bom incentivar a procura pela comida. Há brinquedos que colaboram com essa atividade. Coloca-se, por exemplo, ração dentro de um recipiente, e o pet tem que encontrá-lo. Dá para improvisar com garrafa PET. Já a música os deixa calmos. Mas o importante é a rotina. O animal precisa saber a hora certa que você vai se dedicar a ele.

E isso inclui, ainda que nesse período de isolamento, as saídas de casa:

— Nesse caso, tem que considerar o porte do animal. Cachorros grandes têm dificuldade de se movimentar em espaços reduzidos, como apartamentos. Precisam, portanto, sair um pouco de casa e, na volta, terem focinho e patas higienizados com água e sabão.

Ana Paula Soares, jornalista e artista plástica, sabe bem o que é isso. Ela cria a pitbull Olívia dentro de um apartamento no Fonseca, em Niterói, e conta que foi impossível tirar os passeios na rua da rotina:

— A minha rua está muito vazia. Então corro com ela num trecho curto, indo e voltando, e não deixo que ela chegue muito perto das coisas. Em casa, eu faço ioga, e a Olívia, do jeito dela, também faz. Senta, levanta, pula… E isso a deixa mais tranquila.

Tamanho não é a questão para a analista de recursos humanos Clarice Diniz, tutora de Jujuba, uma chihuahua de 2 anos. Energia, porém, não falta à pequena, que está sendo adestrada nessa fase de quarentena.

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