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Família de Michael Jackson rebate documentário de suposta pedofilia

Documentário 'Leaving Neverland' está sendo considerado um 'linchamento público' por familiares do cantor

Parentes do falecido cantor Michael Jackson divulgaram nesta segunda-feira (28) um comunicado, dizendo-se ultrajados com o documentário “Leaving Neverland”. O filme, que tem feito barulho desde que estreou no Festival Sundance, defende a tese de que o cantor abusou sexualmente de dois garotos menores de idade.

“Estamos furiosos que a mídia, sem qualquer prova ou evidência física, tenha escolhido acreditar na palavra de dois mentirosos contumazes em detrimento das centenas de famílias e amigos que passaram tempo com Michael e provaram de sua lendária generosidade”, diz a nota.

Seus parentes chamam a repercussão do filme de um “linchamento público”, e os comentaristas da internet de “abutres do Twitter.” Frisam ainda que o cantor foi inocentado de suas acusações. “Michael não está aqui para se defender, ou então essas alegações não teriam sido feitas.”

A obra dirigida por Dan Reed compila relatos de supostos abusos sexuais cometidos pelo músico. Um dos acusadores é Wade Robson, que tinha sete anos quando conheceu Michael, e afirma no filme que o cantor era um “predador sexual” e que cometeu abusos durante anos.

Contudo, quando o caso foi levado à Justiça, Robson havia afirmado sob juramento que o artista nunca agiu de forma inapropriada com ele.

Outra suposta vítima ouvida por Reed é James Safechuck, que, assim como Robson, também entrou na Justiça contra o cantor. A obra ouve as mães, as mulheres e os irmãos dos dois homens, que eram crianças na época em que os incidentes teriam acontecido.

Veja o trailer abaixo:

“Leaving Neverland”, que foi comprado pelo canal a cabo HBO, foi incluído na escalação de Sundance. Na época, temeu-se que fãs fizessem piquetes em frente às sessões, o que forçou a polícia e os organizadores do festival a se prepararem.

Os atos, contudo, se mostraram bem menores do que o temido quando o filme de duas partes estreou na cidade de Park City, no estado americano de Utah, no último dia 25. Na ocasião, diretor e as duas supostas vítimas foram ovacionados, segundo o site Deadline.

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