Notícias de Mato Grosso do Sul e Campo Grande

Dia da Visibilidade: Famosos transgêneros brasileiros com histórias inspiradoras

Conheça a história de 9 famosos transgêneros que desafiaram o país que mais mata transexuais e travestis no mundo

Quando o assunto é representatividade, alguns famosos fazem questão de deixar a segurança do anonimato de lado para ser uma plataforma para a causa que carregar no corpo. Nessa lista elencamos um pouco da história de 9 transgêneros famosos brasileiros que não tiveram medo de mostrar quem realmente queriam ser para o resto mundo e encararam o preconceito de frente.

Thammy Miranda

Filho da eterna Rainha do Bumbum, Gretchen, Thammy esteve nos holofotes desde muito cedo quando começou a dançar ao lado da mãe e se tornando a possível promessa dos Gretchen. No fim de 2014, Thammy revelou que estava fazendo tratamento para realizar a redesignação de sexo. Em dezembro de 2014, submeteu-se a uma cirurgia para retirada dos seios. Posteriormente, deu entrada na justiça para realizar a troca do gênero em seus documentos.

Desde de dezembro de 2013, assumiu um namoro com a modelo Andressa Ferreira, casando-se com ela em 16 de março de 2018. O casal foi até o Estados Unidos para fazer os procedimentos de fertilização in vitro para se tornarem pais. A ideia do casal é ter um filho parecido com Thammy.

Lea T.

Outra filha de famosos que foi desafiada pela mídia foi a top model Lea T. Leandra Medeiros Cerezo, é uma estilista e modelo brasileira que tornou-se famosa na Europa como uma das estrelas de uma campanha da grife francesa Givenchy, em 2010, e por causa de um ensaio fotográfico nu para a edição de agosto de 2010 da revista francesa Vogue. Na ocasião, estampou ensaio fotográfico onde beijava a supermodelo dos anos 90 Kate Moss.

fruto do primeiro casamento do ex-futebolista Toninho Cerezo com Rosa Medeiros. Aos treze anos, começou a perceber as diferenças e, mesmo nessa idade, já ouvia comentários de sua mãe sobre seu comportamento. Em 15 de abril de 2011, em entrevista ao programa Juca Entrevista na ESPN, Toninho Cerezo fala das mulheres maravilhosas de sua vida, e menciona sua filha Lea T, declarando seu respeito à coragem que ela teve de assumir seu verdadeiro gênero e seu amor e orgulho por ela.

João W. Nery

João Nery foi o primeiro homem transexual a realizar cirurgia de redesignação sexual no Brasil, em 1977, e foi ativista pelos direitos LGBT. Nascido em 1950 na cidade do Rio de Janeiro, João era o terceiro entre quatro filhos. Seu pai era aviador, a mãe era professora primária. A família morava em uma casa grande, agitada, mas João teve uma infância triste, sendo hostilizado no parquinho e na escola.

Segundo relata em sua biografia, não entendia porque o tratavam como uma menina, nem porque não o encorajavam a ter uma profissão no futuro que era tipicamente masculina. João foi cobaia para tratamentos, já que no Brasil da época não havia protocolos nem estudos a respeito dos efeitos do tratamento hormonal e se tornou um grande crítico do sistema de saúde brasileiro pelas lacunas e falta de assistência aos pacientes transexuais.

Em agosto de 2017, João descobriu um câncer de pulmão. Fumante desde os 15 anos de idade, ele se submeteu à quimioterapia. Em setembro de 2018, João revelou nas redes sociais que o câncer tinha atingido o cérebro e ele morreu em Niterói, em 26 de outubro de 2018, aos 68 anos.

Laerte Coutinho

Laerte é uma cartunista e chargista brasileira, considerada uma das artistas mais importantes da área no país.  Estudou comunicações e música na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, porém não se formou nestes cursos.

Laerte participou de diversas publicações como a Balão e O Pasquim. Também colaborou com as revistas Veja e Istoé e os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. Criou diversos personagens, como os Piratas do Tietê e Overman. Em conjunto com Angeli e Glauco (e mais tarde Adão Iturrusgarai) desenhou as tiras de Los Três Amigos.

Em 2005, perdeu um de seus três filhos, Diogo, então com 22 anos, num acidente de carro. Em entrevista à Folha de S.Paulo, em 2010, revelou porque abandonou alguns de seus personagens e optou pela prática pública do crossdressing, identificando-se como transgênero.

Nessa nova fase, participando de vários programas e matérias na mídia imprensa e eletrônica. Já em 2012, tornou-se cofundadora de uma instituição voltada a pessoas com essa nuance de gênero, a ABRAT – Associação Brasileira de Transgêneras. Lançou o documentário “Laerte-se” em 2017 em conjunto com a Netflix Brasil para mostrar a sua nova identidade.

Rogéria

Rogéria, foi uma atriz, cantora, maquiadora e transformista brasileira. Iniciou-se na carreira artística como maquiadora das celebridades na extinta TV Rio. Morou por cinco anos em Paris, onde apresentou diversos shows. Sabia cantar e falar fluentemente em francês. Em 1979 recebeu o Troféu Mambembe, pelo espetáculo que fez ao lado de Grande Otelo.

Figura frequente no cinema brasileiro, participou também como jurada em vários programas de auditório nas últimas décadas, de Chacrinha a Gilberto Barros e também Luciano Huck. Rogéria foi coreógrafa da comissão de frente da Escola de Samba São Clemente, representando Maria, a louca, num enredo que tratava dos 200 anos da vinda da família real ao Brasil.

Em 2016, lançou sua biografia Rogéria – Uma mulher e mais um pouco, de Marcio Paschoal. Após ser internada por uma infecção generalizada, seu quadro clínico se agravou após uma crise convulsiva, seguida de um choque séptico, que causou sua morte em 4 de setembro de 2017, aos 74 anos.

Tarso Brandt

Nascido em Belo Horizonte, Tarso ficou nacionalmente conhecido, após exibir sua transição de gênero abertamente em suas redes sociais. Como na época o assunto ainda era um grande tabu na sociedade, ele participou de diversos programas de entretenimento e de debates para falar abertamente sobre o assunto. Em 2017, Tarso auxiliou a escritora Glória Perez na criação de uma personagem trans para a novela A Força do Querer da Rede Globo.

Luisa Marilac

Já houve boatos de que ela estava na pior. Luisa é dona de um dos vídeos mais famosos do Youtube e de um bordão memorável. Desde então se transformou em uma personalidade que representa o T de LGBT. Sempre bem humorada, foi envolvida em uma caso de transfobia nas redes sociais após elogiar Nego do Borel, que a chamou de “homem” em resposta.

Já foi prostituta, vítima de tráfico sexual, esfaqueada e injetou silicone industrial para moldar o corpo. Hoje faz sucesso como YouTuber e se prepara para lançar a sua autobiografia, em abril, intitulada “Eu, travesti”.

Luc Tas

Filho de Marcelo Tas, apresentador do CQC e ator de longa data. Luc começou a se aceitar como homem trans aos 22 anos.

Assumindo ser bissexual aos 15 anos, hoje Luc está casado com um homem e é um homem transexual gay. Luc defende abertamente sua sexualidade e afirma em revistas e jornais que sexualidade e questão de gênero são coisas distintas.

Roberta Close

Belíssima, Roberta foi a primeira modelo trans a posar nua para a edição brasileira da revista Playboy. Também já desfilou para inúmeras marcas de moda, incluindo Thierry Mugler, Guy Laroche e Jean Paul Gaultier. Além da Playboy, também teve destaque em editoriais para Vogue.

Mesmo com o sucesso e após décadas de batalha judicial, somente em 10 de março de 2005, quinze anos depois de sua primeira tentativa legal, Roberta Close conseguiu, finalmente, ter garantido o direito da mudar o nome batismo.

Existe uma polêmica de que a música “Dá um Close Nela” de Erasmo Carlos teria sido feita para Roberta. O músico nega a relação, afirmando que a música seria para o grupo Roupa Nova. A música conta a história de uma mulher maravilhosa andando pela praia, sem que as pessoas saibam que se trata de uma travesti.

Coincidência ou não, a música foi lançada no auge do sucesso de Roberta Close (que foi a protagonista do clipe), e, inegavelmente, a transexual foi a principal responsável pelo seu estouro nas rádios. Foi uma das músicas mais ouvidas, dançadas e comentadas dos anos 80.

Nanny People

Nascida em Machado, Minas Gerais, tendo sido criada em Poços de Caldas, atriz e humorista Nanny People é uma das estrelas da TV brasileira. Mesmo sem ter feito a cirurgia de redesignação sexual, considera-se uma mulher transexual heterossexual.

Estreou no Programa Hebe fazendo entrevistas e links ao vivo, entre 2001 e 2006. Dali, foi para o banco da praça mais famosa do Brasil, integrando o elenco do “A Praça É Nossa” a partir de 2007 até janeiro de 2008. E retornou em 2009, quando, por muitas vezes atuou ao de Rogéria.

Em 2010, integrou o elenco de artistas de A Fazenda 3, sendo a quinta participante eliminada do reality show. Em 2011, reestreia o ImproRiso no Procópio Ferreira, é foi jurada do programa Cante se Puder, no SBT. Em 2018 foi contratada pela Rede Globo, para integrar o elenco da novela O Sétimo Guardião, atuando como Marcos Paulo.


Fale MAIS!

O que você gostaria de ler no MidiaMAIS? Envie sua sugestão para o e-mail midiamais@midiamax.com.br, ou pelos telefones 67 99965-7898/3312-7422Siga a gente no Instagram – @midia_mais_

Você pode gostar também
Comentários
Carregando...