Transexual conta os bastidores do encontro com o padre Fábio de Melo

Sinceramente não me lembro de ter falado isso', disparou a travesti sobre pedido de foto 

 Luana Muniz foi destaque na noite desta segunda-feira, 14, como jurada do concurso Miss Brasil Transex 2015, que aconteceu em um clube na Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio. No intervalo entre uma foto e outra, bastante assediada pelos presentes, Luana conversou com o EGO sobre os bastidores do seu encontro polêmico com o padre Fábio de Melo, na quadra da Mangueira, durante a festa de aniversário da cantora Alcione.

Aos 58 anos de idade – sendo 57 só de botóx, segundo ela nos revelou com muito bom humor – a travesti que é a profissional do sexo mais conhecida e respeitada no Rio de Janeiro, não economizou palavras para relatar a questão da sua popularidade depois do registro comentadíssimo e também, anos após ter ganhado desatque na mídia pelo bordão "Travesti não é bagunça".

Depois da sua foto com o padre, uma verdeira bataha virtual começou entre alguns militantes de causas GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) e membros seguidores do catolicismo. Como você analisa tudo isso?

Luana: A comunidade GLBT está massacrando o padre porque ele me chamou de 'ele', de rapaz. Gente, ele não tem o costume, são os dogmas da igreja e depois ele até se retratou. E segundo ele, a comunidade católica, na verdade algumas pessoas ,também o estão criticando.O padre é luz, ele tem uma missão, ele veio para levar a fé através da música. Então, eu sou admiradora dele e para mim foi um encontro normal.

Nesse intervalo entre a foto com o padre e o dia de hoje, como está a questão do assédio nas ruas?

Em um final de semana tirei 30 fotos com senhoras de paróquias. Muitas pessoas me procuram. Para mim foi algo comum, eu estava no camarote da Alcione, no aniversário dela e as pessoas estavam vendo que eu não era uma qualquer. Observei o padre como observei outras personalidades que estavam ali como aMAria Bethânia e a Fafá de Belém. Foi um acaso, uma coisa de coincidência mesmo a irmã da Alcione ter falado com o padre sobre o meu trabalho social e ele acabou se interessando pelo assunto. Disse para ele que o que uma mão faz a outra não vê e o papo fluiu.

Você se arrepende de ter posado ao lado do Fábio de Melo?

Nas entrevistas dele, ele fala que eu não estava acreditando que ele estava tirando foto comigo. Sinceramente não me lembro de ter falado isso. O meu maior ídolo na música é Barbra Streisend e se eu  encontrasse iria ficar emocionada, mas não iria falar isso para ela. Se eu falei, não me lembro. E olha que eu não bebo, não fumo e não faço nada disso.

O que você guardou da época em que se tornou popular por causa de uma reportagem para o programa 'Profissão Repórter' sobre a prostituição nas ruas?

Já se passaram alguns anos desde o 'travesti não é bagunça' e ainda não esqueceram disso. As pessoas se lembram daquele episódio e sempre falam comigo. Foi uma marca registrada dentro do respeito apesar de eu ter feito errado e batido no homem naquela história quando ele ficou zombando do meu trabalho. Não sou santa não, só não sou mau caráter.

 

 

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