Escritora Lenilde Ramos é empossada entre os imortais da literatura regional

Sessão solene aconteceu na segunda-feira (9), na sede da ASL e conduziu Lenilde Ramos à Cadeira nº 31

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras deu posse à sua nova integrante, entre os imortalizados pela literatura. A escritora, musicista e ativista cultural Lenilde Ramos foi diplomada em sessão solene realizada na noite desta segunda-feira (9) na sede da ASL, considerada a mais alta e representativa entidade literária do Estado. A partir de agora, ela ocupa a Cadeira nº 31, em sucessão ao acadêmico e professor Hildebrando Campestrini, falecido em novembro de 2016.

Para a acadêmica empossada, o momento é do fortalecimento da literatura em todas as frentes que o mundo contemporâneo oferece. “A tecnologia está aí para disseminar nosso pensamento e nos aproximar das pessoas”, defendeu em seu discurso, agradecendo a honraria – que definiu como fruto de amor antigo e resultado de um cenário que nada tem de acidental. “Meu berço humilde foi plasmado com letras e músicas, da mesma forma que meu espírito demonstrou ancestral afinidade com essa vocação, alimentada com a fartura das sementes lançadas em terra ávida e receptiva”, finalizou.

Lenilde Ramos foi saudada pelo acadêmico Samuel Medeiros, com texto do escritor e historiador Valmir Batista Corrêa – que não pode estar presente por força maior. Em seu texto de boas-vindas, Corrêa celebra uma literatura regional de alto nível, “que reúne impressões e memórias definidoras do contexto cultural de nossa gente”. E acrescenta: “Lenilde ajuda a construir uma real e expressiva face de sua cidade, de sua região e da valentia da gente sul-mato-grossense, da qual ela é uma representante e tanto”, justificou. A opinião foi dividida pelo Secretário-geral, escritor Rubenio Marcelo, ao se dirigir à escritora empossada como “mulher de coragem e merecedora do título”.

Já o presidente da ASL, o escritor Henrique de Medeiros, diz tratar-se do “reconhecimento oficial à obra e contribuição prestada pela nova acadêmica à nossa cultura em âmbito geral e diverso”. Medeiros lembrou que a vaga para esta cadeira da ASL foi disputada com outros importantes nomes do cenário regional e a escolha representou a maioria dos votos entre os acadêmicos que compõem a entidade – que conta com 40 cadeiras vitalícias, aos moldes da Academia Brasileira de Letras (ABL).

A nova imortal – Residente em Campo Grande, onde nasceu em 1952, Lenilde Ramos é artista eclética e uma das mais legítimas representantes da cultura regional, tendo demonstrado e difundido a arte sul-mato-grossense em diversos países. É escritora, compositora e instrumentista, autora de obras que evidenciam os aspectos culturais do Estado. Entre elas estão: “História sem nome – Lembranças de uma menina quase gêmea”, “Storia senza nome” (edição italiana), “Imagens e Palavras” e “Do Baú da Tia Lê – Crônicas”.

Sobre a Academia – A ASL foi fundada no dia 30 de outubro de 1971 com uma atuação marcante, desde então, voltada à defesa da língua portuguesa e cultivo da arte literária e todas as expressões artísticas, zelando e incentivando as derivações da cultura nacional e estadual. Constitui uma das casas culturais de maior representação no cenário sul-mato-grossense, reunindo os maiores escritores de Mato Grosso Sul.

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