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Vontade de humilhar e assediar pode ser ainda maior em aulas on-line

Cyberbullying se tornou principal forma de ataques na pandemia

João Ramos Publicado em 07/04/2021, às 11h35

Breadon Davis, garoto de 10 anos que relatou sofrer bullying todas as manhãs nos EUA
Breadon Davis, garoto de 10 anos que relatou sofrer bullying todas as manhãs nos EUA - (Reprodução)

A vontade de humilhar ou assediar alguém pode se tornar mais perversa com o estresse provocado pelo confinamento na pandemia, e como a internet proporciona uma falsa sensação de segurança e impunidade, isso pode gerar um efeito multiplicador das más ações.

Uma das consequências do isolamento foi a potencialização desse tipo de comportamento no ambiente virtual, conhecido como Cyberbullying. No ensino online, alunos relataram a criação de grupos com o único propósito de humilhar, fazer piadas maldosas e prints das aulas editados de forma vexatória.

Segundo uma pesquisa feita pelos estudantes de psicologia David dos Santos e Diego Perez, o bullying é um ato de violência, seja ela física ou psicológica. É um ato intencional e repetido por um indivíduo ou grupo contra uma determinada vítima.

A Psicóloga Escolar Marina Almeida esclarece que os ataques são uma manifestação de intolerância. "Adolescentes e crianças precisam dos seus grupos de amigos para se auto afirmarem, e os que estão de fora acabem sendo ocasionalmente atacados. Bullying é um fruto de problemas pessoais mal resolvidos, transferindo sua raiva gerada por mágoas e acabam por ferir outras pessoas".

São muitos os males para quem sofre desta violência: entre eles estão problemas para dormir, baixa auto-estima, depressão, ansiedade, e outros.

A contribuição das informações vem dos estudantes de psicologia David dos Santos e Diego Perez, que elaboraram um card com as informações da pesquisa.

"Para quem não sabe, hoje, 07/04 é o Dia Nacional de Combate ao Bullying, à Violência na Escola e o Dia Mundial da Saúde. Deixamos aqui nossa contribuição para que em data simbólica, possamos contribuir para um maior entendimento sobre este comportamento que permeia os ambientes escolares", declararam os futuros psicólogos.

Banner feito pelos acadêmicos (Divulgação)

Viralizou

A história de Breadon Davis, um menino de 10 anos de Chicago (EUA), ganhou o mundo após sua mãe se manifestar para denunciar publicamente o tratamento vergonhoso que os colegas davam ao filho todas as manhãs. Ele ligava o computador para começar a ouvir o professor na nova aula do dia e era imediatamente atacado com mensagens ofensivas e intimidantes.

Em todas as manhãs, os colegas de Breadon o insultavam via chat e mudavam seu nome de usuário com frases e apelidos ofensivos. Sem falar nas constantes ameaças e na pequena instigação velada ao suicídio que repetiam todos os dias.

A tecnologia parece permitir que os agressores ajam tranquilamente sem ​​os olhos do professor ou qualquer tipo de controle. Após o relato da mãe, a escola passou a investigar a situação.

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