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#FiqueBem: Orar sozinho fortalece a fé e ajuda a enfrentar pandemia, orientam líderes religiosos

Já faz mais de um ano que o primeiro de caso de Covid-19 foi confirmado em Mato Grosso do Sul, quando medidas foram tomadas pelos poder público, e angústias começaram a aparecer nos pensamentos das pessoas. O medo de ser contaminado, a dor de perder alguém, a incerteza sobre o fim da pandemia. Para muitas […]

Gabriel Neves Publicado em 30/03/2021, às 13h28 - Atualizado às 14h48

Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução)
Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução) - Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução)

Já faz mais de um ano que o primeiro de caso de Covid-19 foi confirmado em Mato Grosso do Sul, quando medidas foram tomadas pelos poder público, e angústias começaram a aparecer nos pensamentos das pessoas. O medo de ser contaminado, a dor de perder alguém, a incerteza sobre o fim da pandemia.

Para muitas pessoas, um dos refúgios para momentos como esses são encontrados na fé, na igreja e nas religiões. Atividades sinônimas de reuniões, abraços e diversas ações não recomendadas no momento, e para diversos líderes religiosos, mesmo sem a presença física em algum templo, é importante que as pessoas saibam renovar sua fé sozinhas, em casa.

Segundo o padre Rodrigo Augusto, os principais problemas causados pela pandemia, mentalmente falando, foram o medo e ansiedade, algo que ele acredita que deve ser supervisionado por profissionais, mas que a fé também é um grande aliado no tratamento desses sintomas.

“No início do cristianismo, os fiéis rezavam em casa, a famosa igreja doméstica, pois não existiam templos ou igrejas como hoje. Neste momento de isolamento, nós religiosos precisamos resgatar essa ideia de rezar em casa”, explicou Augusto.

Para ele, “a pessoa pode ter um cantinho de reza, ou fazer isso em seu próprio quarto. Eu sou muito a favor da meditação, onde você consegue conhecer o seu interior e ter domínio dos sentimentos, fazendo com que essa angustia possa ser transformada em sentimentos bons”.

O conselho de ficar sozinho para “falar com Deus” é um consenso entre todos os líderes que conversaram com a reportagem. Para o líder espirita, Nilton Giraldeli, o principal conselho para que as pessoas mantenham a espiritualidade e reforcem sua fé é o ato de ler a bíblia sozinha.

“Se essa pessoa que passa por um momento difícil, pegar a bíblia, ir para o quarto e ler ela por cerca de 15 minutos, ela vai se sentir melhores, as pessoas que fazem isso relatam que se sentem melhores”.

O mestre em aconselhamento pastoral, Nivaldo Didini Coelho, explica que o ser humano tem essa necessidade de estar junto e por conta disso a religião é vista por muitos como algo onde as pessoas precisam estar juntas para exercê-la, mas acabam esquecendo que isso também pode ser feito sozinho.

“A religião é vista no sentido de assembleia, mas é um grupo com sentimento de família, como é colocada por aqueles que nela estão, vistos que a fé transcende e a religião família não poderá de deixar de ser fundamental, não sendo aqui redundante”, explicou.

Fé online

Outro consenso entre os líderes é uso da tecnologia para que as pessoas possam interagir e reforçar sua fé, além de ter a troca de energias à distância. “Graças a Deus e a ciência tecnológica, nós temos o Whats, o Zoom, e outros meios para nos comunicarmos”, disse o pastor Coelho.

“De diversas formas a pessoa que está em casa pode manter sua vida espiritual, a pandemia obrigou a todas a ser reinventar, até mesmo a igreja, uma das formas que uma pessoa pode manter sua vida é participando das missas pelas TVs e rádio, como já acontece há um tempo, além das onlines, transmitidas pelo Facebook e outras redes”, comentou o padre Augusto.

Girardeli explica que os líderes espiritas, cada um de sua forma, estão realizando tratamentos espirituais a distância. “Há dois anos nós começamos a fazer tratamentos a distância, nós pedimos alguns dados e marcamos um horário e realizamos uma sessão de mentalização com as pessoas”, explicou.

Enfrentando o luto

Com as mortes diárias causadas pela pandemia, muitos são os que conhecem alguém que faleceu com Covid-19 ou complicações causadas pela doença, sejam familiares, amigos ou colegas de trabalho.

Para o padre Augusto, a religião é uma das maiores aliadas para o enfrentamento desse sentimento. “Nós vivemos um luto coletivo, por conta disso é preciso dar um sentido para esse luto, viver ele, a fé cristã ajuda a viver esse luto, é muito mais confortável pensar que essas pessoas estejam ao lado de Deus em uma vida eterna”, comentou.

“É consolador para uma esposa – uma das piores dores é a perca de uma pessoa amada. Nessa questão entra a fé que os mortos estão no paraíso e iremos para lá um dia, quando esses amados irão se encontrar. Isso é maravilho, nos conforta, nos da calma e suaviza experiência da morte”, comentou.

Jornal Midiamax