Com a pandemia, Buffets de Campo Grande tiveram que se reinventar para sobreviver à falência

Reuniões e fechamentos de contrato on-line, diminuição de público e eventos foram soluções, mas 2021 traz misto de apreensão e otimismo para empresários

Empreender na pandemia requer adaptações necessárias para a segurança de todos, mas que vão na contramaré de eventos de grande porte e com aglomerações. Os buffets foram uns dos mais afetados. Reuniões e fechamentos de contratos por vídeo-chamadas, diminuição de eventos mensais em mais de 80%, menor público e normas de biossegurança foram algumas das medidas adotadas.

Um dos mais conhecidos buffets de Campo Grande, o Diamond Hall anunciou o encerramento de atividades em novembro de 2020, após não receber eventos por 9 meses sem eventos. O espaço, que fica na Av. Mato Grosso, se tornará uma igreja evangélica. Para não cair na , muitos buffets da cidade tiveram que buscar novas estratégias e evitar fecharem as portas.

Mudanças básicas

Com a pandemia, Buffets de Campo Grande tiveram que se reinventar para sobreviver à falência
Jumboloo Park e o Gym Park adotou o distanciamento entre as mesas e diminuição de público (Foto: Divulgação)

Há 9 anos no setor de eventos infantis, o buffet Jumboloo Park e o Gym Park recreação tiveram que reduzir exponencialmente o número de eventos. Segundo a proprietária do negócio, Milaine Gerin, o sentimento é de otimismo e ao mesmo tempo apreensão para uma retomada gradual.

“Apesar do segmento ser um dos mais atingidos pela pandemia, o amplo e criterioso protocolo sanitário adotado será crucial nessa retomada. Creio que os usuários dos nossos serviços estarão mais atentos e preocupados com esses cuidados. Queremos que tudo isso passe para podermos fazer o que amamos: Realizar sonhos!”.

A empresa foi de 22 eventos ao mês para apenas 8. Em 2020, apenas 40% da capacidade máxima do local pode ser utilizada para se adequar às normas de segurança. Para retomar, tiveram que investir alto nos protocolos e obter auxílio do Sebrae e para construção do Projeto de Biossegurança.

“Mudamos a rotina na entrega dos eventos, tanto dos convidados, quanto dos colaboradores e fornecedores. Mas só os eventos com público reduzido não são suficientes. Nesse momento todo o setor tem de investir. Tanto é que muitos colegas do segmento infantil fecharam as portas. E isso refletirá no desemprego também, certamente, neste 2021”, explica a empresária.

Prospecção para 2022+

Com a pandemia, Buffets de Campo Grande tiveram que se reinventar para sobreviver à falência
Equipe do Grand Mere Buffet foi reduzida e reuniões feitas por vídeo-chamadas com clientes (Foto: Divulgação)

Diferente dos empreendimentos que dependem de eventos próximos, outras empresas têm investido no fechamento de contratos à longa data para sobreviverem ao momento da pandemia. O Buffet Grand Mere é uma delas. A produção se manteve e até aumentou com a procura por planejamento de formatura, casamentos e festas de 15 anos a partir de 2022.

“Não tivemos nenhum cancelamento, apenas mudança de datas. Hoje não temos como fazer um evento com as restrições. Com a vacina, estamos com a perspectiva de que voltemos a trabalhar. Apesar disso, já estamos fazendo atendimentos on-line com noivos, empresas e turmas de estudantes”, ressalta o Consultor de Negócios Guto Ferreira.

Em janeiro de 2020, antes do início da quarentena em Campo Grande, o Buffet conseguiu realizar apenas 12 eventos. A quantidade acabou virando o total de 2020, já que a partir daí não foram realizados eventos de grande porte, carro-chefe da empresa. Em 2019, a média girava em torno de 90 produções.

“Tivemos uma alta procura para formaturas. Nesse âmbito estamos numa escala de 0 a 10, em 30. Nos primeiros 4 meses de pandemia, fizemos a estrutura para atender as turmas com antecedência e antecipamos o mercado com estratégias para poder trabalhar. Já temos eventos para 2022 com planejamento para 1.400 pessoas”, explica Guto Ferreira.

O Buffet também aproveitou a demanda das festas de para explorar o ramo das ceias para entrega, que trouxeram retorno financeiro considerável no fim de 2020. A expectativa é concretizar mais 5 contratos de turmas de formatura ainda em janeiro de 2021.

Esperança no futuro

Há 12 anos no ramo, a empresária Fernanda S. Zandavalli é responsável por 3 espaços de festas: La Riviera Buffet, Murano Buffet e Gran Murano Buffet. A empresa manteve todos os funcionários e o atendimento para fechamento de contratos para segundo semestre de 2021e 2022. Em 2020, o número médio de eventos anuais foi de 300 para apenas 30 festas.

“Tivemos bastante remarcações com a esperança que tudo irá passar logo. Acreditamos e estamos confiantes que Março de 2021 já iremos executar os eventos maiores e assim, aquecendo o mercado de eventos”, explica a proprietária.

Com a pandemia, Buffets de Campo Grande tiveram que se reinventar para sobreviver à falência
Murano Buffets teve queda de eventos de 300 ao ano para apenas 30 em 2020, mas a esperança da volta à normalidade existe (Foto: Divulgação)

O encerramento do Diamond Hall foi recebido com tristeza pelo mercado de festas da cidade por ter sido um espaço bem localizado e elegante. Apesar disso, a empresária ressalta que ficar 7 meses sem buffets torna mantar um espaço desse porte uma tarefa difícil. A principal expectativa é que tudo volte à normalidade assim que possível.

“Esse novo decreto para realização de eventos com diminuição drástica de pessoas dentro do espaço foi algo impossível de realização. O nosso salão La Riviera Buffet tem capacidade de 300 pessoas, Murano Buffet e o Gran Murano Buffet com 1.500 pessoas, com a redução não pagam o custo da festa. Nossa expectativa que volte logo as realizações das grandes festas, trazendo muita alegria, pois estamos com muita saudades dos eventos”, reitera.


Fale MAIS!

O que você gostaria de ler no MidiaMAIS? Envie sua sugestão para o e-mail midiamais@midiamax.com.br, ou pelo telefone (67) 99965-7898. Siga a gente no @midiamax

Com a pandemia, Buffets de Campo Grande tiveram que se reinventar para sobreviver à falência
Mais notícias