Instituto arrecada brinquedos e explica as necessidades das crianças autistas no isolamento

O Instituto Hope foi criado pela estudante de psicologia Renatha Louise justamente para desmistificar os preconceitos contra o espectro autista

Se ficar em casa isolado de outras crianças pode afetar o desenvolvimento social dos pequenos, para as crianças que se encaixam em algum espectro do autismo o isolamento social pode ser um desafio ainda maior. Para ajudar durante essa fase, o Instituto Hope (Esperança em tradução livre) em Campo Grande está arrecadando brinquedos para abrigos infantis.

A idealizadora do Instituto, a estudante de psicologia Renatha Louise, explica que o projeto surgiu da necessidade de ajudar pais, mães e crianças autistas a entenderem o transtorno ao levar informação, conhecimento e, futuramente, cursos voltados para esse público.

“O autismo é um tema que popularizou recentemente, porém os conceitos inadequados e preconceitos também vieram com ele. Aqui em Campo Grande, sendo um local menor, as formas adequadas de tratamentos e opções são muito inferiores a outras regiões, e por isso o projeto nasceu”, conta Renatha.

A psicóloga explica que o autismo, diferente do que se imagina, não tem uma definição única e cada portador tem uma forma do espectro individual. Por isso, cada um deve ter um tratamento personalizado. A ignorância ao se deparar com crises comportamentais explosivas pode levar a falta de empatia tanto em casa quanto em lugares públicos.

Instituto arrecada brinquedos e explica as necessidades das crianças autistas no isolamento

“Muitos não acreditam no diagnóstico precoce. Porém, ele é não apenas real quanto também necessário. Uma criança aos 2 anos de idade está passando pela maior neuroplasticidade cerebral, ou seja é o ápice de maior aprendizado da vida de um ser humano. Em alguém no espectro, quando faz três anos, acontece a primeira poda neural, onde o cérebro elimina os neurônios em excesso, diminuindo significativamente a capacidade de aprendizado”, explica.

Brinquedos e estratégias

Com a chegada do coronavírus ao Brasil e a necessidade de reclusão como uma das maneiras de evitar expor a saúde, a escola foi uma das primeiras instituições a parar com o ensino presencial. Isso trouxe dificuldade de adaptação das crianças após a quebra da rotina e gerou diversas crises entre os autistas e suas famílias.

Para ajudar a tornar o convívio em casa mais fácil, Renatha destaca o uso de artifícios, atividades, brincadeiras lúdicas e principalmente a criatividade, que é um dos melhores recursos. O Instituto decidiu então fazer a 1ª campanha de arrecadação de brinquedos, que serão doados para abrigos infantis.

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“Com o coronavírus, os abrigos infantis tiveram uma queda nas doações tanto pela crise financeira que o país enfrenta, quanto pela quarentena para evitar contatos. Esse isolamento também provocou um choque nas crianças em suas diversas dinâmicas. Evitando até mesmo a adoção e promovendo sentimento de carência, medo e frustração.

Então lançamos uma campanha de arrecadação de brinquedos, doações para levar nestes abrigos infantis, alegria, sorriso no rosto e a empatia. A saúde mental das crianças que estão neste abrigos também importa!”, relembra a estudante de psicologia.

Para fazer doações de brinquedos para o Insituto Hope, que dá auxílio a autistas e ajuda famílias a entenderem a como lidar com o espectro de maneira correta, basta entrar em contato pelo oficial (@hope_autismo) ou pelo telefone (67) 9322-3362.


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