Dia do Servidor: além dos deveres públicos, eles também alimentam a arte

Nesta quarta-feira (28), se comemora o Dia do Servidor público no Brasil desde 1943

Nesta quarta-feira, 28 de outubro, é comemorado no Brasil o Dia do . Desde 1943, decretado feriado por Getúlio Vargas após a promulgação do decreto 1713/39, agentes públicos tem sido responsáveis por manter a máquina burocrática do Estado em funcionamento. Mas não só do serviço público vivem os funcionários. Em comemoração a data, o MidiaMAIS conversou com 5 servidores públicos que também tem na arte uma paixão.

A história do servidor público no Brasil não é recente. Após a Proclamação da República, o serviço público passou a ter ainda maior importância dentro da enorme organização administrativa que se formou. Além da manutenção administrativa, o funcionalismo público também é de extrema importância para a manutenção do patrimônio material público, como praças e ruas, além de sua função na prestação de serviços à população, como no caso da saúde e da educação pública.

Por um longo período, o ingresso no serviço público brasileiro foi estabelecido por meio do que é referido como “apadrinhamento”, isto é, troca de favores, não havendo a necessidade de aprovação em concurso tal como é exigido atualmente. Foi apenas com a Constituição de 1988, que nasceu em um momento histórico de início de avanço social fundamentado pelo princípio da igualdade de oportunidades e equidade de direitos que todo cidadão dever ter, que, por meio do art. 37, parágrafos I e II, foi estabelecida a obrigatoriedade do concurso como meio de ingresso na carreira pública.

Soninha dos Mosaicos

Dia do Servidor: além dos deveres públicos, eles também alimentam a arte
(Reprodução, Arquivo Pessoal)

Sonia Albuquerque, chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, é conhecida como ‘Soninha dos Mosaicos’. A artesã faz mosaicos há 20 anos. Era apaixonada pela arte musiva e decidiu fazer um curso para aprender. Desde então não parou mais. Nas horas vagas, gosta de passar o conhecimento adiante através de aulas gratuitas para quem quer aprender.

A servidora pública e artista reaproveita materiais descartados por construções civis e demolições para transformá-los em arte por meio da reciclagem. Sobras de revestimento de paredes, pisos, pastilhas de vidro, espelhos, etc, viram verdadeiras obras de arte com mandalas de diversos tamanhos e formas. As mais interessantes são as de araras, peixes, borboletas e beija-flores. Tudo por paixão.

“As aulas são comigo mesma, mas por conta da pandemia, parei por hora! Se Deus quiser logo logo voltaremos. Nas horas vagas ensino quem quer aprender. Fico muito feliz em passar meu saber. É gratificante e divertido”, relata a funcionária pública.

Jimmy Andrews e a música

Músico campo-grandense Jimmy Andrews lança EP 'A Próxima Estação'
(Divulgação, Natália Rihl)

O Assistente Administrativo Jimmy Andrews há 8 anos também vive da música. Há 8 anos como cantor, compositor e produtor musical, nesta ano atípico de 2020 lançou um novo álbum “A Próxima Estação”, intimista e pessoal com 4 faixas nas plataformas digitais. Em suas composições, Jimmy aborda temas a respeito da fluidez e efemeridade da vida, do afeto envolvido em todas as relações humanas e de como o amor é o motor da existência humana.

As faixas brincam com o folk , folktronico e folk pop. começou cedo no músico da música tendo influencias de familiares músicos autodidatas. Logo em seguida, o servidor passou a se apresentar com outros artistas conhecidos em bares da vida noturna de Campo Grande e que deram a ele os primeiros contatos com o público, improviso e exposição. Se apresentou pela primeira vez com o nome Jimmy Andrews em 2012 e não parou mais.

“Não por acaso, a música sempre me abriu portas, como se assumisse uma nova dimensão da minha história, desse sentimento indescritível, que se conecta através dela com outras pessoas. São mistérios da natureza humana, em que nos ligam ao mais íntimo, e isso não tem preço, é um sentido grandioso da vida”, relembra Jimmy Andrews.

Romualdo Costa e o sax

Dia do Servidor: além dos deveres públicos, eles também alimentam a arte
(Reprodução, Arquivo Pessoal)

Romualdo Costa é saxofonista da Banda Municipal Ulisses Conceição desde 2016, quando assumiu o cargo. Pernambucano, o servidor público veio para Campo Grande em 2012 morar um tio que o informou de um concurso público. Durante 4 anos aguardou ser chamado ao cargo de saxofonista na Banda Municipal de Campo Grande. No período de espera, abriu uma escola de saxofone em casa, a Escola de Música RC, que também esta disponível online nas plataformas.

O sax entrou em sua vida aos 10 anos de idade, em 2000. O pai o matriculou na escola de música de São Caetano, a cidade natal do música com o Maestro Mozart Vieira. “Não gostava, porque meu pai me obrigava, mas foi o que me salvou. Fiz 7 anos de música erudita, popular… e de lá já saí pronto para prestar um concurso e fazer o que quisesse”, conta o músico. Além das aulas, Romualdo toca em casamentos e na igreja, como coordenador de música, aos fins de semana.

A dança de Igor Araújo

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(Reprodução, Arquivo Pessoal)

O Assessor-Chefe da Subsecretária do Bem-Estar Animal, Igor Araújo Rodrigues Alves, também tem uma paixão além do serviço público: a dança. Há 10 anos, começou sua trajetória no projeto de extensão de Dança de Salão da . Em 2011, entrou na como discente do curso de Administração e 2012, se tornou membro do grupo de dança Bailah, que apresenta coreografias. Entre 2012 e 2014, foi professor no projeto e levou o grupo até Aquidauana, no interior do Estado.

“Dancei espetáculos, mostras, coreografias, em todos os campi da . Na cidade universitária de Campo Grande também dancei em alguns eventos, simpósios, semana acadêmica e espetáculos como ‘É o que tem pra sempre’, ‘Terminus’ e ‘Sambatango’. Ganhamos o 2° lugar no Festival Desterro em 2015”, relembra o servidor público.

Em 2018, passou a participar da Cia de Dança Luminis, na qual apresentou os espetáculos ‘Terminus’ e ‘Sambatango’. Afastado do grupo por causa da pandemia, o dançarino ainda dá aulas esporádicas. Também coreografa casamentos e coreografias normais. Tudo com dança de salão.

Maestro Antônio Marcos

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(Reprodução, Arquivo Pessoal)

Antonio Marcos Ramires Bezerra é Maestro e também Chefe do Centro Municipal da Prefeitura de Campo Grande. Começou os estudos com música aos 07 anos por influência e obrigatoriedade do pai, o saudoso Maestro da Banda da Polícia Militar Tenente Antonio Bezerra. Aos 09 tocou nos Carnavais com o pai até os 13 anos. Foi músico da banda da PM e o mais novo soldado a fazer um arranjo e este ser executado pela Banda. Haja vista, que na época a rigidez hierárquica não permitia, mas, começaram então novos tempos na Polícia Militar.

Licenciado e pós-graduado em Música pela , montou um trabalho instrumental com a Banda Lilás, que posteriormente acabou se tornando uma Banda Show animando os casamentos, formaturas e grandes carnavais de rua da capital e interior. A música levou o servidor público para fora do Estado de MS, em Manaus, São Paulo, Matogrosso e Paraná, quando ocorreu a incompatibilidade com o trabalho policial, e surgiu uma proposta para ser o Maestro da Banda Municipal de Campo Grande MS.

“Hoje trabalho com gravação de jingles e sou Maestro e Chefe do Centro de Música Municipal, onde comando a Banda Municipal maestro Ulisses Conceição, a Orquestra de Campo Grande, o Quinteto de jazz da e a escola gratuita de música do Centro de música que atende ministrando aulas gratuitas à toda população”, ressalta o maestro.


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