De vendedora de amendoins no Nova Lima, ela se tornou uma confeiteira de mão cheia

A confeiteira Alexia de Oliveira ficou desempregada por causa da pandemia do coronavírus e decidiu investir no sonho de infância

Nunca é tarde para seguir um sonho de vida, ainda mais com a perseverança necessária. A confeiteira Alexia de Oliveira perdeu o emprego durante a pandemia do coronavírus e assim, decidiu abrir uma confeitaria em casa nas , que inaugura no fim de julho, e começará a fazer bolos e doces como a principal fonte de renda.

“O ‘não’ eu já tenho, agora estou em busca do ‘sim’”, relembra a jovem de 23 anos em entrevista ao Jornal Midiamax. De origem humilde, desde pequena já começou a aprender sobre as responsabilidades da vida e sempre quis trabalhar. Com a mãe, saía pelas ruas do Nova Lima vendendo amendoins para complementar a renda da casa.

“Nossa vida nunca foi fácil. Mas sou grata por tudo. Hoje, sendo mãe, me tornei uma mulher muito responsável e dona dos meus ideais. Sempre correndo atrás do pão de cada dia para que não falte nada para meus filhos. Tenho total apoio do meu esposo ele tem o trabalho dele e ajuda muito em casa também mas sozinho não se vence uma batalha”, frisa a confeiteira.

Início e perseverança

Alexia faz bolos e doces caseiros para vender pelas ruas do bairro, rotina que ela chama de “paixão”. Autodidata, aprendeu sozinha observando as receitas da mãe, cozinheira nata, pois nunca teve condições financeira para fazer um curso profissionalizante. E assim, descobriu seu talento natural para a cozinha.

“Comecei aos 14, primeiramente por amor, amo culinária amo cozinhar, aprendi a cozinhar com 10 anos, sempre fiz questão de cozinhar em casa de fazer a comida de inventar, tudo que envolve a cozinha é meu hobbie. Desafios na cozinha? Amo também. Aos 18 anos fiz um bolo detalhado com pasta americana e em forma de caminhão, uma coisa inédita da cidade”, relembra a jovem.

Entretanto, Alexia perdeu o emprego recentemente por causa da pandemia do coronavírus e desde então, tudo ficou mais difícil. Sustentar os filhos se tornou uma tarefa mais pesada durante esse período economicamente delicado. Até que uma ideia de transformar uma de suas paixões em profissão oficial apareceu e assim nasceu a Mãos de Fada Cake da Moreninha.

“Resolvi me jogar nos nossos sonhos, que era abrir a confeitaria em casa. Aprendi muito com a vida e sou grata pelas oportunidades que a vida me deu. Faço bolos caseiros e confeitados, doces, salgados, bolo de casamento, doces sofisticados, enfim tudo que se resume de uma confeitaria”, relembra.

Investir e crescer

Com o dinheiro do auxílio emergencial, a jovem investiu no sonho. Começou apenas com 20 formas porque era o que tinha, pode comprar 20 formas, além de uma balança simples manual e liquidificador industrial. Entre as novas metas estão participar do Bake Off Brasil e abrir um espaço para a confeitaria, que já está sendo montado para o fim do mês de julho, com entregas e bolos exclusivos.

A fé sempre foi uma das suas principais motivações de vida. A confeitaria a trouxe o conforto necessário para vencer uma depressão pós aborto espontâneo, e aliviar as tensões . Além de poder brincar com a criatividade e voltar à infância, ofuscada pelo trabalho.

Pra mim não existe barreiras que não possam ser vencidas porque Deus está comigo. Só quero trabalhar honestamente para dar um futuro à altura para os meus filhos. Não sei explicar, é muito amor! É algo que faz eu querer mais, querer crescer”, conta.

Você encontra os trabalhos recentes da confeiteira da e pode fazer encomendas através da página do Mãos de Fada Cake, pelo Facebook, ou pelo telefone (67) 9253-3660.

De vendedora de amendoins no Nova Lima, ela se tornou uma confeiteira de mão cheia
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