Após desemprego na pandemia, fisioterapeuta se tornou autônoma para ajudar a sustentar a família

Alessanara Soares foi demitida de um emprego fixo mas viu no desemprego uma oportunidade para se reinventar

Com a pandemia do coronavírus sendo mantida por vários meses, muitos serviços tem perdido clientela e tiveram que dispensar funcionários para continuar em funcionamento. Após perder o emprego, a fisioterapeuta Alessanara Soares de Campos decidiu atuar de forma autônoma e passou ter mais renda e tempo com a família.

Fisioterapeuta profissional há 6 anos, Alessanara veio do interior de MS para Campo Grande para voltar há trabalhar com a profissão. Começou a trabalhar na área em uma clínica. Tudo ia bem até a chegada da pandemia, quando foi avisada que seria afastada por 15 dias e retornaria após o período, o que não aconteceu.

Após desemprego na pandemia, fisioterapeuta se tornou autônoma para ajudar a sustentar a família
A fisioterapeuta atende pacientes com comorbidades que impedem o deslocamento, problema agravado pela pandemia do coronavírus (Reprodução, Arquivo Pessoal)

“Estava bem tranquila até a chegada da pandemia, quando fui demitida. À princípio, chorei, me vi perdida, de mãos atadas. Eu estava vendo algumas empresas fecharem, funcionários sendo demitidos, e não pensei que isso aconteceria comigo também… e aconteceu. Porém, fui informada que minha demissão seria por apenas 15 dias, que eu voltaria, após esse tempo mas até hoje não me procuraram para se quer dar uma satisfação”, conta a fisioterapeuta.

Segundo a profissional, setor da fisioterapia foi um dos que mais sofreu com a queda de pacientes. Muitos dos pacientes fazem parte do do coronavírus e, por medo e saúde, deixam de sair de casa e se mantém em isolamento.

Reinvenção

Com a adversidade e vários colegas também caindo no desemprego, a fisioterapeuta viu a oportunidade de se tornar autônoma e procurou clientes que preferiam atendimento domiciliar ao invés de se arriscarem em se expor à doença em lugares públicos.

Logo, investiu em equipamentos de proteção e biossegurança. A maioria dos clientes tem média de 20 a 70 anos e diversas patologias, como , AVC’s, acamados com pneumonia, bronquite, obesos. Como consequência, as comorbidades impedem a locomoção na maioria dos casos.

Após desemprego na pandemia, fisioterapeuta se tornou autônoma para ajudar a sustentar a família
Exercícios são feitos em casa para pacientes do do novo coronavírus (Reprodução, Arquivo Pessoal)

“Comecei a pensar e apostar mais em mim. Fazer meu nome, valorizar meu trabalho, e dei foco nisso. Não poderia esperar os 15 dias, tinha minhas despesas, precisava sobreviver já que tenho uma filha ainda bem pequena, de 2 anos”, relembra.

Com dedicação e responsabilidade,a fisioterapeuta viu o nome fluir como profissional através de indicações e passou a atender pacientes de todos os lados da cidade, e diversas áreas da fisioterapia. Triplicou o valor do salário e passou a ter mais tempo com a família, além de contribuir com a renda familiar, que vinha do marido até então.

“Se não fosse essa demissão eu jamais teria triplicado o valor do meu salário. Hoje trabalho pra mim, tenho mais tempo com minha filha, e levo o meu nome como profissional. Na verdade, não acreditava que daria certo. Sempre tive a insegurança de ser ‘informal’. Me redescobri como pessoa”, conta a profissional agora autônoma.

Alessanara também destaca a necessidades das pessoas com comorbidade para ter atendimento sem ter que sair de casa durante a pandemia do coronavírus. A fisioterapeuta atende pela página no Instagram @fisio.alessasoares, pelo MR Fisio e Saúde ou pelo telefone (67) 99649-7749.


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