Sem a chuva prometida, manifestantes recorrem ao tereré para manter hidratação

Previsão era de chuvas isoladas, mas os profissionais da educação enfrentaram sol quente durante protesto

Quem veio do interior para se juntar na manifestação pela educação em frente à Governadoria, no Parque dos Poderes, se surpreendeu com o calorão de 34°C em Campo Grande. A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) era de chuvas isoladas, mas os profissionais da educação enfrentaram sol quente e a única alternativa foi levar as garrafas térmicas para se refrescar e garantir o tradicional tereré.

Além das garrafinhas d’água e o tereré, até mesmo a Fetems (Federação dos
Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) se mobilizou para fornecer hidratação para os manifestantes. A manifestação dos professores e administrativos de educação durou quase três horas, com muito calor envolvido, gritos de protesto e uma caminhada da Governadoria até a SED (Secretaria de Estado de Educação).

A professora Thereza Cristina Pedro veio de Coxim, a 253 km da Capital, para participar da greve. Ela conta que, por causa da previsão do tempo, esperava chuva e até veio preparada para isso. “Nós até trouxemos guarda-chuvas, não estávamos preparadas para este calor. Ainda bem que mesmo assim trouxemos água para hidratar e continuar lutando pela educação mesmo com o calor”, comenta a professora.

A professora Cleysla Jara veio de Caarapó, a 273 km de Campo Grande, ainda durante a madrugada e conta chegou preparada com garrafas térmicas para fazer o tereré durante a manifestação.

“Trouxemos nossas garrafas, mas a Fetems trouxe água para nós também. Mesmo com o calor, continuamos 3 horas debaixo deste sol. O que nos manteve em pé, muito mais do que a hidratação, foi a revolta. Quero ver se alguém tiver com conta para pagar e um salário sem reajuste, vamos ver se [esta pessoa] também não fica o dia inteiro protestando aqui”, disse a manifestante.

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