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Limites pra quem? Essenciais na pandemia, motoboys passam por perrengues e são chamados até para entregar cachorro

"Entregamos de tudo: roupas, sapatos, relógio, alimentos etc", disse representante ao Jornal Midiamax

João Ramos Publicado em 08/04/2021, às 09h32

Fernando Albuquerque de Sá, representante de equipe de motoboys em Campo Grande
Fernando Albuquerque de Sá, representante de equipe de motoboys em Campo Grande - (Arquivo Pessoal)

Eles são indispensáveis, um dos principais serviços essenciais da pandemia. Talvez esse período, inclusive, seja o que tenha trazido mais perrengues.

Em casa ou afastadas umas das outras, e por vezes no ócio, as pessoas recorrem ao serviço dos entregadores para pedir comida, ou entregar objetos para outras pessoas.

Mas a necessidade as vezes ultrapassa os limites e quando você não tem o que fazer, precisa saber se sua demanda pode ou não ser atendida.

O motoentregador Fernando Albuquerque de Sá,  25 anos, é representante de um grupo de 180 motoboys na Capital. Em entrevista ao Jornal Midiamax, ele contou qual foi a entrega mais inusitada que precisaram fazer nos tempos da pandemia.

"Olha, então... já pediram para um entregador entregar um cachorro. Mas o cachorro era bem grande e como andamos com aquelas mochilas bag, não dá para levar um cachorro kkkk ainda mais de porte grande", contou.

Mesmo podendo recusar o pedido pelas dificuldades impostas, a decisão foi de cumprir a missão. "Achamos um motoca aqui que tem caixa, tipo aquelas de supermercado, e levamos. Ficamos com medo de dar problema com a polícia, mas deu tudo certo", explicou Fernando, relatando o perregue passado por um amigo da equipe.

40% são pais de família

A equipe de Fernando foi criada no começo da pandemia no ano passado, com intuito de ajudar muitos pais de família, que perderam seus trabalhos, a ter uma renda.

"Distribuímos cartões, panfletos e hoje temos um grupo forte em Campo Grande, com muitos clientes, e contamos com 180 motoboys cadastrados na nossa equipe. Desses motoboys, 40% são pais de família que perderam o seus empregos e hoje têm uma ótima renda através do grupo por nome de CG67", explanou o representante.

As redes sociais do CG67 você confere clicando em Facebook e Instagram. O grupo dos motoboys está disponível nesse link.

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