‘Poema na Quarentena’ entra na 2ª fase com mais 14 poetas e poetisas de MS

A partir do dia 20, poetas de MS divulgarão vídeos com poemas nas redes sociais

O projeto “Poema na Quarentena ” entra na segunda fase com mais 14 poetas a partir desta quarta-feira (20). Agora, 28 poetas sul-mato-grossenses se revezarão em duplas que, diariamente, levarão a para as redes sociais com o objetivo de amenizar o isolamento social e promover a cultura.

O projeto, que surgiu de um papo entre os poetas Victor Barone e Fábio Gondim, e já teve uma primeira parte nos dias 6 a 14 de maio, pode ser acessado no a partir da hashtag #poemanams.

“O formato do projeto é muito democrático. Um poeta diz o poema de outro em um ciclo que se repete durante duas semanas, semeando as redes sociais com . Agora, esta segunda fase, cada dupla dirá seu poemas em um determinado dia”, explica Barone.

Além de oferecer um momento de arte com os poemas, o projeto incentiva a leitura, inspira e distrai aqueles que estão presos em casa. “Quando a solidão toma conta, e o medo assume as ruas, é preciso ter a chance de viajar em si e no outro, não há maior necessidade da que em momentos como esse. Só a é capaz de acalentar a pandemia da solidão”, diz a atriz Ligia Prieto, que também participa do projeto.

Para Fabio Gondim, a relevância de eventos como este se traduz no fortalecimento íntimo, de cada um, nestes tempos atípicos. “Tanto quem oferta quanto quem recebe o conteúdo são beneficiados. E a , a arte em geral em momentos adversos, é dos melhores remédios”, afirma.

Para o poeta e filósofo Elias Borges, a provocada pela covid-19 nos mostra que pouco sabemos sobre o amanhã. “Se viessem me pedir um conselho como filósofo, eu diria para escutarem as orientações dos médicos. É o mais sensato. No filme ‘Desconstruindo Harry’, quando brinca com a pertinência da ciência, Woody Allen diz: ‘entre o papa e o ar-condicionado, fico com o ar-condicionado’. Não cabe à filosofia dar conselhos, no máximo sugerir. Ela mesmo diz não saber de nada. E em muitos momentos ela sugeriu a ”, afirma.

Martin Heidegger, filósofo e poeta, disse que o humano é um ser-para-a-morte, e que a é o local mais originário do homem. “Ele propôs uma ruptura com a metafísica e uma aproximação ou regresso às ‘coisa mesmas’. O projeto ‘Poema na Quarentena ’ é bem isso, uma reunião de poetas que não tem a menor vontade de oferecer novas perspectivas para a compreensão do sujeito, mas estão sempre escrevendo e sinalizando para a infinitude de tudo. Talvez desfrutar novamente da experiência original do pensamento com a , algo que perdemos com o tempo, já seja uma meta bastante ambiciosa”, finaliza.

Para acompanhar o projeto nas redes sociais, basta pesquisar pela hashtah #poemasnaquarentenaMS. Cada poeta e poetisa participante do projeto estará proclamando a arte de outro sob a hashtag do durante 14 dias reunindo produções de Mato Grosso do Sul.

‘Poema na Quarentena’ entra na 2ª fase com mais 14 poetas e poetisas de MS
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