No dia de combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo, conheça a história de Gabriel Vidal

Garoto de 12 anos esbanja simpatia e personalidade na luta contra limitação de altura

Aos 12 anos, o pequeno gigante Gabriel Vidal ensina uma lição por onde quer que passe. Ainda bebê, foi diagnosticado com displasia metafisária, tipo Mckusick, considerada uma espécie de nanismo. Ele é um garoto que está entrando na fase da adolescência e, apesar da personalidade independente, possui limitações decorrentes da deficiência física, como pernas tortas, desvio na lombar e dificuldade para caminhar.  Com 1,11 m – altura considerada de uma criança entre 5 e 6 anos – ele não consegue fazer todas as atividades que gostaria. “Gabriel é um menino muito seguro de si, onde chega já se impõe, ele não se diminui, sabe quem ele é, seu lugar. Assim, as pessoas tendem a respeitar”, conta orgulhosa a mãe e advogada Manuela Vidal.

Graças ao apoio que recebe da família, Gabriel entende que a deficiência não é motivo para infelicidade. “As pessoas quando passam na rua me olham com canto de olho, mesmo que não queiram mostrar, dá pra perceber que me olham como se eu fosse um menino triste, um coitadinho, mas nada a ver isso”, defende Gabriel.

Em setembro, a campanha para custear o tratamento do pequeno Gabriel foi lançada e, desde então, a família vem ganhando muito mais do que o dinheiro pode proporcionar.  “Além das contribuições financeiras, as pessoas têm enviado mensagens de apoio e carinho. Elogiam a forma e o jeito dele. Temos feito até amigos, pessoas que estabelecem conosco uma relação de carinho”, destaca a mãe.

Desde seu nascimento, Gabriel já fez duas cirurgias nas pernas e prepara-se para a terceira. As interferências cirúrgicas vão além da questão estética e são necessárias para impedir o agravamento de outros problemas de saúde. “Ele tem que fazer uma cirurgia para a correção óssea, porque senão ele vai sentir muita dor, vai ficar deformado e a qualidade de vida pode cair muito”, explica a mãe.

Hoje, a expectativa de altura máxima que os médicos deram para Gabriel é de 1,20m. Para atingir essa altura, ele precisa fazer mais uma cirurgia com um especialista em alongamento ósseo. O tratamento envolve três etapas. “Primeiro será feita a correção das alterações ósseas e alongamento ósseo do membro inferior esquerdo. Depois, a correção das alterações ósseas e alongamento ósseo do membro inferior direito. Por último, o alongamento ósseo dos membros superiores para o corpo ficar uniforme. Não dá para fazer uma correção sem a outra porque senão ele fica com um membro desproporcional e terá mais dificuldade de locomoção”, acrescenta a mãe.

O custo da cirurgia que trará melhoria na qualidade de vida do Gabriel está além do poder aquisitivo da família. Todo o processo é estimado em R$180 mil.  Para isso, uma campanha na internet foi lançada e já arrecadou mais de R$71 mil. No entanto, ainda é preciso o apoio de mais solidários diante do pouco tempo que falta até a cirurgia prevista para novembro deste ano.

Interessados em colaborar com a campanha e ajudar Gabriel a crescer podem encontrar informações sobre a história deste pequeno notável no Instagram @alongajornadadegabriel. A vakinha para a cirurgia pode ser acessada clicando aqui.

 

Dia Nacional de Combate ao Preconceito Contra as Pessoas com Nanismo

Hoje, 25 de outubro, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Preconceito Contra as Pessoas com Nanismo. Essa data é comemorada em diversos outros países e homenageia o ator e ativista norte-americano Billy Barty, que possuía a deficiência e foi o criador de uma associação que, na década de 1950, lutava pelos direitos das pessoas com nanismo.

Durante muito tempo, pessoas com nanismo foram associados à figuras cômicas, por conta do preconceito de achar que elas eram incapazes de ocupar posições e de desenvolver atividades importantes. “Essa data serve para chamar a atenção para esse grupo de pessoas, que são milhares no Brasil. Combater o preconceito que ainda existe é importante. Chegamos nos lugares e as pessoas olham, principalmente as crianças. Aí vemos que os pais não educam seus filhos para a diversidade”, revela a advogada.

A data é uma oportunidade de conscientização. Nunca é demais lembrar que pessoas com nanismo são seres humanos capazes e já ocupam lugares de destaque na sociedade, elas estudam, casam, têm filhos e vivem como todas as outras pessoas. Há, entretanto, uma enorme diferença: eles precisam superar os mais obstáculos, pois o mundo não é preparado para pessoas de menor estatura.

 

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil 

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