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Índios Terena retratam dor das queimadas no Pantanal em quadro e ganham moção de aplauso

Batizado de “O protetor”, os irmãos Cuca e Tedão usaram o dom da pintura para retratar a dor de todos os índios ao ver fauna e flora “se acabando” com as queimadas do Pantanal. A obra fez tanto sucesso que chegou a ser compartilhada milhares de vezes nas redes sociais e rendeu uma Moção de […]

Bruna Vasconcelos Publicado em 17/12/2020, às 14h59

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Batizado de “O protetor”, os irmãos Cuca e Tedão usaram o dom da pintura para retratar a dor de todos os índios ao ver fauna e flora “se acabando” com as queimadas do Pantanal. A obra fez tanto sucesso que chegou a ser compartilhada milhares de vezes nas redes sociais e rendeu uma Moção de Aplauso para os artistas, concedida pela Câmara Municipal de Miranda, na última segunda-feira (14).

Libencio Lourenço, o Cuca, explica que a obra foi feita para participar de um concurso estadual que visava ajudar com um auxílio emergencial. Sem conseguir realizar a inscrição, o índio Terena viu seu quadro ser compartilhado e elogiado pelos internautas. A inspiração, ainda de acordo com o artista, foi seu sobrinho Thomas Valentin, o pequeno que aparece no centro do quadro, na frente do Pantanal em chamas.

“O Elzo, conhecido como Tedão, é meu irmão. Sempre que podemos trabalhamos juntos e ele é um grande incentivador dos meus trabalhos”, explica.

Os irmãos são índios Terena e atualmente moram em Nioaque. A pintura tem como objetivo mostrar o Pantanal em chamas com uma criança indígena representando o futuro das espécies. A imagem traz o pequeno protegendo, com o próprio corpo, a fauna e a flora, carregando em suas mãos o futuro da natureza. A obra de arte tenta transparecer, em total sintonia, a realidade pantaneira com a geografia e cultura local.

O painel possui 2,85 cm de comprimento x 1,85 cm de altura com moldura fabricada da madeira do cambará onde foi colada cascas in natura. A obra demorou 7 dias para ser finalizada.

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