De Amélia a Jenifer do Tinder: Mulheres de sucesso da música brasileira

Nomes femininos viraram hits no decorrer das décadas

Quem não conhece a Amélia, aquela que era a “mulher de verdade”? Ainda que a nova geração nunca tenham cantarolando o refrão da música composta por Mário Lago e Ataulfo Alves, certamente já ouviu a expressão que traçou o esteriótipo de mulher perfeita nos anos 40.

No decorrer dos anos, esbarramos entre Amélia, Camila, Carla, Milla, Gabriela, Renata, Dora, Maria, Eva, Anna, Madalena e tantas outras musas que sobrevivem independente do estilo musical. Elas aparecem como as protagonistas de canções que marcaram épocas.

São histórias de mulheres que também mudaram através do tempo: a figura submissa passou para a empoderada, que usa aplicativo de namoro para descolar um encontro. O imaginário da dona de casa que apenas lava, passa e cozinha cedeu espaço para aquela que “senta, quica, trava e rebola”. A ala feminina há décadas aparece representada na MPB, rock, axé e até no funk batizando nome de músicas que passeiam pelos grandes hits da história brasileira. Não tem como negar: a mulher é uma das fortes inspirações para os compositores.

A primeira grande inspiração em 1942, Amélia, chegou a ser reconhecida na sociedade como sendo a companheira do homem em todas as dificuldades, que passa o dia inteiro fazendo serviços domésticos. Cerca de três anos depois, Dora foi eternizada por Dorival Caymmi como “a rainha do frevo e do maracatu”. Marina que “se pintou” foi usada, em 1947, para marcar o costume feminino de se maquiar. Tereza “de nariz levantando e olhos verdinhos” chegou em forma de samba-canção, no período pré-bossa nova, lançada em 1954.

Adoniram Barbosa, tido como um dos compositores mais importantes do Brasil, homenageou Iracema em um samba de 1956. Já Carolina, de Chico Buarque, fez muita gente batizar a filha com o nome da moça que “guarda amor nos olhos tristes.” Chico também foi o responsável por ser o primeiro artista que escreveu uma música sobre amor homossexual: Bárbara.

(Reprodução, Youtube)

Na mistura de dor e alegria, nasceu Maria, Maria para representar a história de uma mulher batalhadora que não deixa de sonhar. Elvira entra no rock de Rita Lee para provar que nem toda mulher é santa e chocar a tradicional família brasileira. A linda valsa de Beatriz, em 1983, trouxe tanta sensibilidade que chegou a ser regravada por Tom Jobim e Ana Carolina.

Beth… a eterna musa do Barão Vermelho traçou a ascensão do rock nacional nos anos 80. Camila sempre será lembrada por aquela que causava medo com os olhos. Gabriela virou sinônimo de mulher de gênio forte que “nunca vai mudar”. Talvez a primeira inspiração para um funk de sucesso, Kátia Flávia, “a Godiva do Irajá”, entrou pra história musical com todo seu sex appeal. Janaína chega no meio musical, em 1998, pela voz do Biquíni Cavadão para representar a mulher sonhadora que “acorda todo dia às quatro e meia”.

Los Hermanos também contribuiu para deixar a marca feminina nos sucessos do pop rock quando lançou, em 1999, Anna Julia. Vânia foi a mulher da voz de Nando Reis nos anos 2000. Enquanto Carla era a grande paixão de um rapaz representado pelo LS Jack, Milla passou “mil e uma noites de amor”.

O amor por Madalena deixou o samba brasileiro mais doce na voz de Martinho da Vila. Natasha foi a jovem rebelde que pintava o cabelo no Capital Inicial.  Até no mundo tecnológico elas entraram. Jenifer abraçou o aplicativo Tinder e estourou no Carnaval de 2018.

E, a pergunta que não quer calar: será que Dona Maria deixou Thiago Brava namorar a filha dela?