Com 8 livros lançados, Leo Triandopolis traz frescor à Literatura feita em MS

Campo-grandense escreve, edita e lança seus livros por conta própria. Ah, ele não é uma Editora!

O que a literatura pode fazer por você hoje? Te transportar a novos lugares, histórias e personagens? Te preencher com conhecimento, tirar o stress do dia-a-dia, oferecer um vocabulário amplo e novas formas de se comunicar? A literatura é poderosa, oferece tudo isso e muito mais. Não importa o tipo de leitura que te dá prazer, o exercício de ler, interpretar e compreender, são preciosidades que nada, nem ninguém, pode tirar de você.

Segundo dados da pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro, em 2016, estima-se que 56% da população brasileira acima dos cinco anos se enquadra como leitores regulares. O resultado acrescenta 6% a mais do que na última pesquisa, ocorrida em 2011, e aponta que os brasileiros leem, em média, 2,43 livros por ano. Pode melhorar né?

Fomentando o hábito da leitura e contribuindo com seu talento na elaboração de obras literárias de qualidade, um campo-grandense se destaca por ser uma “máquina de lançar livros”. Aos 34 anos, o Leonardo Triandopolis, já tem em sua estante 8 publicações escritas, editadas e lançadas por ele próprio. Quase um por ano, desde que lançou o primeiro.

Com 8 livros lançados, Leo Triandopolis traz frescor à Literatura feita em MS
Leonardo Triandopolis fomenta a Literatura feita em MS e faz isso muito bem (foto: Leandro Marques)

Com a criatividade e o dom da escrita, o traz um novo gás para literatura produzida no Brasil e no Mato Grosso do Sul. Ele se comunica com leitores de todas as idades e também rejuvenesce a faixa-etária de pessoas que prestigiam seu trabalho, pois tem um conteúdo contemporâneo, instigante e agradável.

Os primeiros contatos com a Literatura

“Me entendo como um leitor mesmo, alguém que gosta de ler muitos livros, desde os meus 13, 14 anos. Não nasci numa família que gosta de ler, numa família de artistas, é uma coisa d’eu procurar naturalmente. Tive uma mãe que gostava de comprar livros, mas não lia, aí eu acabava lendo os livros que ela comprava”, revela Leo.

Foi na pré-adolescência que o autor se reconheceu como um “leitor voraz”, como define. Começou se encantando pela Literatura Fantástica, lendo J. R. R. Tolkien (o Hobbit, Senhor dos Anéis), C.S. Lewis (Crônicas de Nárnia, A Abolição do Homem). O jovem foi crescendo, conhecendo outros autores e tendo referências nacionais, como Paulo Leminski (Catatau, Distraídos Venceremos) e Waly Salomão (Me segura qu’eu vou dar um troço, Gigolô de Bibelôs), que inspiram a maneira de escrever e editar suas publicações.

“O meu contato com a leitura dos dois, o que me atraiu foi o rompimento estético da literatura. Eles mostraram que as obras não precisavam ter começo, meio e fim, que era possível criar sua estética, desde que você consiga transmitir aquilo que você propõe”, comenta.

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Algumas das obras literárias de Leonardo Triandopolis, lançadas de forma autônoma (foto: reprodução)

A culpa é do Rock

Antes de se tornar , Leo era roqueiro, tocava heavy metal, tinha banda e seguindo este caminho, fez vestibular para Licenciatura em Música, na UFMS, concluindo em 2007. Mas por vontade do destino, a música foi se afastando de suas necessidades mais urgentes e a leitura, os estudos, continuavam firme e forte. “Eu gostava muito de ler, mas não me enxergava como um . Sempre tinham alguns comentários, como “você gosta tanto de ler, por que você não escreve?”, aí eu pensava, “não, não tenho capacidade”, até que um dia resolvi escrever e acabei gostando bastante”, diz ele.

Mesmo com seu trabalho consistente, lançando livros com certa frequência, Leo parece ser modesto e comenta: “Costumo dizer que sou um não-, um meta- ou um quase , porque tenho alguns autores que eu gosto muito e vejo eles como uma meta. Se um dia eu chegar a ser um pouco do que eles são, já tô satisfeito”.

Com 8 livros lançados, Leo Triandopolis traz frescor à Literatura feita em MS
Criador e Criatura (foto: Leandro Marques)

O jeito de trabalhar independente

Com a já comentada frequência de lançamentos e quantidade de publicações, tem gente que acredita que o autor seja uma Editora (dessas que produzem e vendem livros), mas foi justamente o trabalho como Editor que o inspirou e abriu a possibilidade de dar o start na carreira de . “O primeiro livro que eu escrevi, publiquei quando eu estava trabalhando em uma editora aqui na cidade, de livros paradidáticos. Quando terminei o livro, um amigo que é e editor de São Paulo, falou “Ah, Leo, você já trabalha como editor, já edita livros, você não precisa procurar uma editora. Hoje em dia tem internet, tem como você criar o seu público, fidelizar”, lembra.

Com toda aquela bagagem, Leo bateu o martelo e decidiu fazer seus próprios livros. “No começo tentei fazer com um custo mínimo, hoje em dia existem uns sites que funcionam sob demanda (se o leitor encomendar, eles imprimem), mas não me dei muito bem com o formato. Hoje faço uma espécie de quase impressão sob demanda, quando lanço um livro não imprimo grandes quantidades. Pesquiso gráficas pelo Brasil, faço orçamentos e imprimo uma certa quantidade”, conta.

Para 2020

O ano nem bem começou e tem surpresa chegando, direto do forno! Pela primeira vez criando um livro em colaboração, em poucos meses, Leo Triandopolis deve lançar a obra “Vamadeva”, em parceria com o artista Gabriel Brito. “A gente se encontrou esses tempos na Brava e ele disse que gostava muito das minhas poesias e que um dia gostaria de ilustrar um livro meu. Eu disse, não melhor, vamos fazer juntos, aí a gente começou a criar e ficamos mais ou menos dois anos trabalhando e o livro já está pronto”, avisa.

Com 8 livros lançados, Leo Triandopolis traz frescor à Literatura feita em MS
E aí gatinha, curte uma leitura? (foto: acervo pessoal)

“Esse livro é como se fosse um conto exotérico. Pode parecer um poema, mas é um poema cifrado, só que ao invés dele trazer informações exotéricas de um mundo sobrenatural, ele traz informações sobre o nosso mundo, sobre a nossa realidade. Espero que até o fim de fevereiro a gente consiga fazer o lançamento”, acrescenta.

O costuma expor suas obras em lugares alternativos na cidade, como nas lanchonetes e restaurantes veganos e de comidas “confortáveis”, Verde Sorte Minha e A Casa do Luís. Além disso, todos os seus livros estão disponíveis para venda em seu site, o https://www.leoescreve.com.br/. Lá é possível encomendar as versões físicas e digitais de cada título. O instagram Leo Escreve também é abastecido com conteúdo de qualidade, que causam impacto e reflexão.  Este ano, o também reativou seu canal no YouTube, como o próprio diz “divulgando meu fazer literário”. Super recomendados!

Bora aumentar os índices de leitura no Brasil? Leia, divulgue e repercuta. Inteligência é afrodisíaco!

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