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Neto de Ary Coelho homenageia aniversário de 109 anos do avô

Prefeito em 1952, o médico foi assassinado por um jornalista com tiro no rosto

Figura marcante na história de Campo Grande, Ary Coelho de Oliveira foi homenageado pelo neto, no último domingo (10), quando completaria 109 anos de idade. O jovem usou as redes sociais para lembrar a trajetória de vida do avô assassinado, em dezembro de 1952, em pleno mandato como prefeito da Capital.

“Este 10 de fevereiro marca o aniversário de 109 anos de meu avô Ary Coelho de Oliveira. Médico de profissão, político de paixão. Em seus 42 anos de vida, marcou na história seu perfil de homem revolucionário, à frente de seu tempo, focado sempre no desenvolvimento e prosperidade.”

Ary Neto também ressalta a importância do avô na história de Campo Grande.

“Tais características o fazem ser lembrado até hoje. Não à toa a principal praça da cidade de Campo Grande, situada na principal avenida da Capital de Mato Grosso do Sul, fora batizada com seu nome. Me orgulho imensamente de ostentar seu nome. Sou neto de Ary Coelho de Oliveira, e hoje quero homenagear meu avô, que nos deixou tão cedo, mas graças a seu legado como médico e político, seu nome continuará sendo perpetuado por gerações e gerações. Feliz aniversário meu avô!”

Em conversa ao Jornal Midiamax, Ary ressalta que as memórias se formaram em cima das coisas que a avó falava. “Meu pai tinha apenas 15 anos quando aconteceu o assassinato. Cresci ouvindo que ele era um médico atencioso, preocupado com a população mais carente, na atenção básica em geral.”

O jovem ainda frisou a forma simples, porém forte com que o avô foi eleito pelos campo-grandenses. “Ele era contra o paternalismo, contra indicações partidárias e ganhou a única eleição que concorreu discursando de maneira simples que a política era em prol da coletividade. E por ser popular sofreu as consequências de quem estava acostumado com o coronelismo.”

História

O então prefeito na década de 1950 foi assassinado a tiros por um jornalista de Cuiabá. Conforme historiadores, o jornalista teria escrito um artigo agredindo moralmente o político. Após a publicação, surgiram boatos de que Ary Coelho teria dito que “faria o jornalista engolir o jornal”.

Ainda de acordo com as informações de pesquisadores, Ary teria ido até a CER (Companhia de Estradas e Rodagens, em Cuiabá) para tentar viabilizar alguns recursos para a Capital e teria sido observado pelo autor do disparo.

Quando os dois se encontraram, o rival teria dado um tiro no rosto do prefeito. Jornais da época divulgaram que, junto ao corpo e pertences de Ary Coelho, a Polícia encontrou um revólver calibre 38. Alcy Pereira Lima, o atirador, teria fugido de Cuiabá e voltado para Mato Grosso cerca de 20 anos após o crime. Ele teria sido assassinado tempos depois.

Conforme Sérgio Cruz, autor do livro “Por que mataram o doutor Ari?”, o ex-prefeito era de uma família pobre de Paranaíba, estudou medicina em Belo Horizonte e foi para Campo Grande onde casou com dona Maria Arantes e montou o Hospital Santa Maria.

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