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Ladrões levam Luiza, única alegria de professora aposentada por invalidez

Cadelinha da raça Spitzu Alemão desapareceu na região da Avenida Guaicurus

Neila Sacco vive momentos de angústia desde que sua única companheira, a cadela Luiza, foi levada de casa na região da Avenida Guaicurus, em fevereiro deste ano. Portadora de doenças que culminaram em uma aposentadoria precoce, a professora alimentou uma nova esperança de ter a companheira de volta após ler a reportagem de Barnabé e sua dona Rosy.

A aposentada explicou que passou um filme pela cabeça quando leu a história do cãozinho Lhasa Apso e as aventuras com a tutora, portadora de esclerose múltipla. Neila começou a adoecer em 2002 e procurou ajuda médica. Após passar por diversos profissionais, a professora foi diagnosticada com pressão alta, fibromialgia, poliartrite múltipla com artrose e depressão. O quadro crítico fez com que a professora se aposentasse por invalidez aos 35 anos.

A história de Neila ganhou um novo capítulo quando Luiza foi adotada há cerca de 1 anos. A cadela da raça Spitz Alemão, também conhecida como Lulu da Pomerânia, foi resgatada de maus tratos e doada por uma veterinária à família da professora. Desde então, as duas criaram laços de amor capazes de amenizar as dores físicas da aposentada.

“Como passo parte do tempo sozinha em casa, Luiza é minha companheira, faz tudo comigo. É um amor incondicional, quando chegou aqui tinha medo até que as pessoas passassem a mão nela.”

Com o passar dos dias, Luiza virou a única companhia da aposentada. A Lulu da Pomerânia passava horas ao lado da dona, que tentava esquecer as tristezas causadas pelas enfermidades. Neila conta que, nos últimos 12 anos, Luiza foi sua única alegria. Como sente muitas dores em todas as articulações do corpo, a única diversão da ex-professora era brincar com a cadelinha. Os momentos alegres entre as duas eram, segundo a aposentada, os motivos que a faziam se sentir viva.

A última vez que a tutora viu a cadelinha foi, no dia 17 de fevereiro, quando a filha mais velha de Neila levou Luiza para escovar os pelos. O animal sumiu após alguém quebrar um pedaço do portão da residência. Como não há câmeras de vigilância na residência, a suspeita é que alguém tenha danificado a grade e levado a cadela.

“Só fico pensando nela. Eu não consegui achar minha cachorra e ela é tão pequenininha. Fico pensando nela e não sei mais o que fazer, estou a base de calmantes. Quando ela chegou, eu sentia uma amargura muito grande dentro de mim e agora não sei mais viver sem ela.”

A aposentada tem deformidades nas mãos e nos pés resultantes das doenças e, por este motivo, também contava com a ajuda de Luiza para exercitar os membros durantes as brincadeiras em casa.

“Depois que chegou aqui ela ganhou uma família, brinquedos e muito amor. Perdeu o medo. Aprendeu a correr, pular, latir, brincar na água, a rir e dar beijinhos”, finaliza.

Quem souber do paradeiro da cadelinha pode entrar em contato com Neila pelo telefone 9 9677-7064. A família gratifica quem ajudar Luiza a voltar para o lar.

 

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