Especialista dá dicas de como cuidar da saúde em dias com tempo seco em MS

Não chove há mais de um mês em Mato Grosso do Sul

Com a falta de chuva em Mato Grosso do Sul e a baixa umidade relativa do ar, moradores de pelo menos 58 cidades do Estado devem ter atenção redobrada com a saúde. Especialistas alertam para os prejuízos que o tempo seco traz para as vias aéreas e dão dicas de como prevenir doenças respiratórias.

O mês de agosto normalmente é marcado pelo período de estiagem, que este ano ajudou a desencadear um alto número de queimadas. Segundo o médico otorrinolaringologista da Unimed Campo Grande Dr. Bruno Nakao, a ausência de chuva reflete na saúde.

“A estiagem traz grandes prejuízos para as vias aéreas superiores, como risco de rinossinusites, piora de rinite alérgica, faringites e laringites e também sangramento nasal – todas ocasionadas por ressecamento de mucosas oronasal e faringolaringea. Há ainda possibilidade de ressecamento de mucosa ocular e possibilidade para exacerbação de asma”.

A mudança de alguns hábitos pode garantir uma melhor qualidade de vida e ainda prevenir doenças mais graves. O especialista dá 5 dicas que podem suavizar as consequências do clima seco no organismo.

1- Hidratação, cada pessoa deve tomar entre 2 e 3 litros de água por dia;

2 – Evitar a exposição à fuligem, cujas partículas em suspensão aumentam principalmente entre 10h e 16h e a umidade relativa do ar cai substancialmente;

3 – Usar umidificadores, panos úmidos ou baldes com água na casa e ao dormir;

4 – Evitar a utilização de ar condicionado, pois piora o ressecamento das mucosas;

5 – Utilizar soro fisiológico nasal três vezes ao dia para maximizar a hidratação e limpeza nasal.

Alerta

Conforme o alerta do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), 58 cidades do Estado estão em alerta de perigo potencial para a saúde dos moradores. São elas:

Água Clara, Anastácio, Anaurilândia, Angélica, Antônio João, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Bandeirantes, Bataguassu, Batayporã, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Brasilândia, Camapuã, Campo Grande, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corguinho, Corumbá, Costa Rica, Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Douradina, Dourados, Figueirão, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Inocência, Itaporã, Ivinhema, Jaraguari, Jardim, Ladário, Maracaju, Miranda, Noaque, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paranaíba, Paraíso das Águas, Ponta Porã, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso, Rochedo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Sidrolândia, São Gabriel do Oeste, Taquarussu, Terenos, Três Lagoas e Vicentina.

Falta de sangue

O tempo seco e o clima, que varia entre o calor e o frio, no estado tem derrubado os estoques de sangue. Segundo o Hemosul (Hemocentro Coordenador de Mato Grosso do Sul), o tempo seco atrapalha porque doenças respiratórias como rinite, sinusite e alergias impedem a doação. Já o frio afasta os doadores.

Por conta destes fatores, os estoques de sangue do Hemosul em Campo Grande estão reduzidos. Há tipagens abaixo de 20% e a maior necessidade no momento é dos sangues tipo O-(O negativo), O+ (O positivo), B- (B negativo) e B+ (B positivo). A unidade de saúde pede doações não só dos grupos sanguíneos que estão em baixa, mas de todos os tipos, já que as plaquetas servem para ajudar qualquer pessoa.

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