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Barnabé Feliz é a motivação para Rosy enfrentar esclerose múltipla e continuar a viver

Relações públicas luta contra doença degenerativa há 15 anos

Não por acaso, o pequeno cão da raça Lhasa Apso foi batizado de Barbané Feliz quando chegou em forma de esperança na vida da sua tutora. Com uma doença autoimune que provoca degeneração progressiva do sistema nervoso central, Rosy Mamede, de 48 anos, decidiu deixar a tristeza de lado e aproveitar a vida ao lado do “filho mais novo” de 4 patas. A dupla aventureira já rodou mais de 30 mil km mundo a fora de carro, andou de jet ski, pedalinho, fez rafting e até voou de balão.

A paulistana é enfática ao dizer que é o amor que sentem um pelo outro que lhe dá forças para levantar todos os dias e não se entregar. Aos 13 anos de idade, além de membro da família, Barnabé virou companhia indispensável nos afazeres diários da dona. Apesar de andar com dificuldades por consequência da doença, Rosy cursa a terceira graduação na UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul). A estudante conseguiu autorização para que o cãozinho a acompanhasse nas aulas e, atualmente, Barnabé já é considerado um membro da classe.

Rosy frequentava o último ano de Direito e sonhava em ser delegada quando foi diagnosticada com esclerose múltipla. A notícia do médico, no início de 2006, fez com que os sonhos da estudante fossem interrompidos e a vida ganhasse um novo sentido a partir daquela data.

A mudança necessária de hábitos trocou a rotina de exercícios físicos por horas deitada na cama tentando aliviar as dores. No mesmo período, a relações públicas ficou com depressão.

“Tive um quadro de depressão e não queria animal de estimação. Mas uma amiga minha me deu um filhote de uma ninhada. Quando olhei, foi amor à primeira vista.”

O sentimento entre os dois é fundamental no tratamento da doença. Apesar de não poder mais fazer coisas que amava, como nadar, Rosy busca novas aventuras, ao lado de Barnabé, para continuar se sentindo viva.

O cãozinho virou celebridade no Instagram (@BarnabeFeliz) ao compartilhar momentos felizes com a “mãe”. A viagem mais ousada foi quando a dupla embarcou para o Uruguai e precisou dormir dentro do carro na primeira noite, pois não acharam um estabelecimento que aceitasse animais.

“Chegamos em La Paloma e todos os hotéis que aceitavam cães estavam lotados. Consegui tomar banho em um albergue e estacionei o carro em uma rua deserta para que pudéssemos dormir a noite.”

Durante a viagem, Barnabé coloca os óculos escuros – para não ressecar a vista, já que adora sentir o vento gelado -, posiciona o boné com estilo e aguenta centenas de quilômetros acompanhado da tutora.

Em julho do ano passado, a dupla realizou mais um feito: andou de balão em Boituva (SP). Rosy garante que Barnabé não sentiu medo e encara com coragem os desafios. O Lhasa Apso já passeou de balsa indo para Ilha Bela e também deu uma voltinha de lancha em Paraty, no Rio de Janeiro.

Os registros felizes de Rosy e Barnabé servem de inspiração para quem reclama de pequenos problemas. O amor verdadeiro dos dois é o combustível que a relações públicas desenvolveu para não perder as esperanças e encontrar um novo motivo para abrir os olhos.

O pequeno Barnabé foi adotado quando Bruno, o filho de Rosy, já era adolescente. Desde então, a cumplicidade entre o cãozinho e a dona chama a atenção de quem conhece a história de amor dos dois.

“Meu lado esquerdo foi todo afetado, sinto fraqueza, enxergo mal e uso bengalas. A doença vai me degenerado aos poucos e hoje eu sofro muito com as várias limitações. Barnabé é minha maior motivação. O Bruno também é, mas cresceu e quando eu to mal é o Barbané que me levanta.”

Cada ano que passa, tanto para Rosy quanto para Barnabé, é uma vitória. Em 2018, o animal comemorou os 12 anos ao lado dos colegas de faculdade da tutora. Com festa temática e máscara de cachorros, os estudantes cantaram parabéns e festejaram a presença do peludo.

Para o aniversário deste ano, a dupla ainda não sabe qual será o tema da festa. Enquanto isso, como o amanhã é incerto, Barnabé e Rosy vão curtindo essa vida “boa pra cachorro”.

 

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