Aos 74 anos, ‘Gaúcho Gastão’ deixa legado de empreendedorismo e amor por MS

Empresário lutava contra um câncer desde janeiro

Gastão Armando Frandoloso, conhecido carinhosamente por Gaúcho Gastão, morreu aos 74 anos na tarde desta segunda-feira (8), no Hospital Adventista do Pênfigo, em Campo Grande. O empresário lutava desde janeiro contra um câncer.

Um dos principais nomes do cenário gastronômico da Capital, Gaúcho Gastão deixa a esposa, Nerezita Frandoloso – com quem era casado há 54 anos, os filhos Gastão Junior, Jakson, Dori e Marcos. Além de um marido atencioso e pai dedicado, o empresário também amava estar com os 7 netos nas horas de lazer.

Torcedor do Internacional, o gaúcho amava pescar em Miranda. O “gênio forte” e a forma sistemática de levar a vida andavam lado a lado com o amor pela família e pelo trabalho. Foi a persistência que ajudou o empresário a escrever sua história em Campo Grande, onde recebeu homenagens e tornou-se uma das figuras mais carinhosas do comércio regional.

Dono de 3 restaurantes, a família se mudou há cerca de 40 anos para Mato Grosso do Sul, onde o empresário deixou um legado de empreendedorismo, simpatia e paixão pelo trabalho. Gastão decidiu sair da cidade natal, no Rio Grande do Sul, com a esposa grávida e dois filhos em busca de uma vida melhor.

Visionário, foi morar em um vilarejo entre Nova Alvorada do Sul e São Paulo. Logo foi convidado para trabalhar como churrasqueiro em um restaurante de posto de gasolina. Antes de chegar em Campo Grande, Gastão chegou a montar o próprio negócio em sociedade com outro empreendedor em Presidente Prudente (SP) e também administrou alguns estabelecimentos gastronômicos.

A fama das suas deliciosas costelas, que Gastão assava para os amigos, logo correu de boca em boca e ele teve a ideia de fundar a primeira “Costelaria do Gaúcho Gastão”, na época, na Avenida 14 de Julho. O local, bastante modesto, servia costela assada, arroz, mandioca, vinagrete e farofa. Gastão e Nerezita trabalhavam juntos para que o empreendimento da família decolasse.

A comida fez tanto sucesso que o empresário precisou ampliar as instalações. O restaurante passou pela Avenida Calógeras até chegar na Avenida Salgado Filho, quando inauguraram um buffet com 8 tipos de pratos quentes.

Em 1992, o gaúcho abriu uma filial na Avenida Barão do Rio Branco que, mais tarde, tornaria-se a matriz dos restaurantes e seria batizada de “Churrascaria e Costelaria do Gaúcho Gastão”. De lá pra cá, o negócio decolou. A família se mudou e abriu um restaurante em Goiânia, mas decidiu voltar para a Capital de MS, em 1998.

Há 10 anos, o restaurante ampliou o número de saladas, pratos quentes e funcionários. Um dos
irmãos, após se casar, vendeu sua parte no negócio e abriu uma “Churrascaria e Costelaria do
Gaúcho Gastão Delivery” própria. Atualmente, o empresário era o mentor de 3 restaurantes da rede.

Com os serviços prestados na Capital, Gastão chegou a ser homenageado com o título de cidadão campo-grandense, em 2008, na Câmara Municipal. Também recebeu o Trófeu Harry Amorim Costa, concedido a 22 riograndenses que se destacaram por serviços prestados à comunidade sul-mato-grossense. A costelaria também foi agraciada, em 2011, com o Prêmio Mérito Lojista como o melhor restaurante de Campo Grande.

Enquanto estava presente nos restaurantes, o empresário fazia questão de monitorar de perto a qualidade dos alimentos servidos e também conferir o bom atendimento oferecido aos clientes. O amor e dedicação pelo trabalho fez com que Gastão conquistasse uma legião de clientes aos 4 cantos da cidade.

O velório será nesta segunda-feira, a partir das 23h, no Cemitério Jardim Das Palmeiras. O enterro está marcado para às 9h, no mesmo local.

 

Aos 74 anos, 'Gaúcho Gastão' deixa legado de empreendedorismo e amor por MS
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