Poeta desde criança, Belo recorda-se das obras que conheceu na biblioteca da escola

Desde que aprendeu a usar as palavras, o jornalista e poeta Rafael Belo, 35 anos, arrisca alguns versinhos. A poesia chegou ainda na infância, quando ele fazia rimas para presentear as professoras. Mas é sabido que a escrita não anda separada da leitura e foi justamente esta troca que aproximou Belo dos livros.

Nesta semana, o MidiaMAIS começou uma série sobre bibliotecas e nesta segunda matéria contamos a relação do poeta com um espaço que lhe é como o “quintal de casa”. “Quando estou em uma biblioteca, me sinto conectado com todos os tempos. É um ambiente onde tudo é possível”, diz Belo, que também começou a prática da leitura ainda criança.

Desde a época da escola, a biblioteca era uma extensão da sala de aula. “Quando eu estava na sexta série, morava em Ribeirão Preto, acabei lendo uma biblioteca inteira. Voltava da escola com três ou quatro livros pra casa”, conta o poeta.

A vida de estudante seguiu assim, entre as atividades escolares, os livros de literatura e os versos que escrevia. E, com certeza, as obras que teve acesso nas bibliotecas permitiram a Belo um conhecimento mais amplo deste tão particular universo da leitura e da escrita.

Nascido em 1983, Belo é do tempo que as pesquisas eram feitas na tão nostálgica enciclopédia Barsa. As informações estavam nas folhas que amarelavam com o tempo e o uso. Diferente desta geração, que encontra de tudo na tela de computadores, smartphones, tabletes, e afins.

Contudo, ainda assim, Belo defende a Lei nº 12.244/2010, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 24 de maio de 2010, que determina que todas as instituições de ensino tenham bibliotecas com bibliotecários e acervo condizente.

“A paz e o silêncio de uma biblioteca supera o digital. A gente precisa do espaço físico também”, pontua o jornalista e poeta, que foi formado também pelas obras disponíveis nas prateleiras de bibliotecas mundo afora.

Da escola para a universidade, o universo particular dos livros sempre foi para ele um ambiente atraente. Assim como no ensino fundamental, na vida acadêmica Belo passeava pelos corredores da instituição com pelo menos dois livros em mãos. E na biblioteca era figurinha conhecida.

Com um histórico assim, é explícita a opinião do poeta em relação à Lei. As bibliotecas não podem morrer, pois há muita vida lá dentro que também precisa estar na palma das mãos de cada cidadão.

“É o lugar onde o aluno vai ter acesso, ser introduzido, a um mundo de possibilidades orientado pelo conhecimento do bibliotecário e um acervo decente é fundamental para que aconteça. Principalmente, se tratando de escola para ir além do livro didático”, pontua o poeta.


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