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Faça chuva ou faça sol, Maria comparece com suas plantas para viver seu sonho de florista

Após desemprego, ela se reinventou como empreendedora

Ao passar por uma movimentada avenida da região sudoeste da cidade, é impossível não notar a kombi verde-escuro estacionada e ornamentada com plantas floridas, suculentas, cactos e outros artigos de jardinagem. Responsável por elas está dona Maria Helena Oliveira, de 55 anos. Muito prestativa ao atender os novos clientes que a todo instante encostam na via, Maria se protege das variações do clima sob a copa de uma frondosa árvore em um terreno baldio de esquina, provando que nem chuva ou sol forte são obstáculos que lhe impedem de buscar seu sonho.

O sonho, no caso, é abrir uma floricultura, viver de ‘planta’, como ela mesmo diz, timidamente, após a equipe de reportagem se apresentar. “Estou aqui testando o negócio e acho que vai dar certo. Quero me formalizar, fazer tudo direitinho junto à Prefeitura, porque finalmente estou fazendo o que sempre quis, que era trabalhar por conta com algo que gosto”, revela Maria. Ela ficou desempregada recentemente, após 18 anos atuando como cuidadora de idosos e tantos outros como empregada doméstica. “Quando saí do serviço, meu filho conversou comigo e a gente está planejando abrir esse negócio”, acrescenta a florista.

Próximo passo será formalização (Cleber Gellio/Midiamax)O filho é Paulo César, que tem 33 anos e é arquiteto. Ele que notou o talento natural da mãe com as plantas e incentivou o negócio. “A gente desenvolveu os vasinhos de cimento, estamos aprimorando tudo. Algumas plantas a gente compra, replanta nos vazinhos e põe as pedrinhas. Outras são lá de casa, mesmo. Essa suculenta aqui foi um brotinho da que eu tenho em casa”, conta.

O preço dos produtos é bem democrático. A partir de R$ 5 reais é possível sair do espaço sem as mãos abanando. A média de preços é R$ 20, mas algumas plantas mais encorpadas, como um ‘bonsai’ de Rosa do Deserto, sai a R$ 60. “Planta muito grande dá trabalho, as pessoas estão sem tempo e querem essas pequenininhas, que são mais fáceis de cuidar. Eu vou me dedicar mais a isso, porque quero ter uma floricultura, um lugar pra plantar no chão, viver disso, sabe?”, conta.

Todo dia é dia de planta

A kombi verde-escuro, comprada especificamente para investir no negócio, estaciona todo dia de manhã, no máximo às 8h, no mesmo local. Mas, quem dirige é Paulo César, já que Maria não é habilitada. “Eu não dirijo, é o meu filho que traz. E quando ele sai do trabalho dele, a gente recolhe as plantinhas e volta pra casa, pois moramos perto. O movimento é bom, para muito carro, mas a ideia é mesmo abrir a floricultura, um lugar pra eu plantar e vender”, conta.

O trabalho não termina quando ela chega em casa. “Aí eu vou mexer com a terra, fazer os vasinhos de cimento, ornamentar tudo… Vou dormir lá pra meia noite”, relata. “Aqui é um ponto bom, eu até quis ver se conseguia um terreno arrendado, para eu poder fazer o negócio andar, porque aqui tem movimento bom. Faça chuva, faça sol, estou por aqui com as plantinhas”, comenta a florista.

Maria aproveitou o jeito com plantas para abrir negócio (Foto - Cleber Gellio/Midiamax)

Para finalizar, Maria destaca que o próximo passo do seu negócio é a formalização e é bem otimista. “Acho que vai dar certo. Quero formalizar, vai ser melhor para mim, para não fazer nada errado. A gente está vendo as possibilidades, mas por enquanto já vou tocando com as plantas”, conclui.

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