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Em clima de nostalgia, família conta o que ficou de jogos salesianos

Em 2018, o evento completa 50 anos

Mesmo para quem não estudou no Colégio Dom Bosco, se mora em Campo Grande possivelmente já ouviu falar dos jogos salesianos. O evento é tradicional e perdura há 50 anos ininterruptos.

Poucos anos antes da primeira edição dos jogos, o pátio do colégio era cenário para brincadeiras. “Chamavam de oratória, as crianças iam assistir a missa, depois brincavam e no final ganhavam picolé”, lembra o produtor rural Denis Afonso Vilela, 70 anos, que fazia parte da molecada. O ano era 1961, tempo percursor do que mais tarde seriam as competições interclasses.

Em 1968, a brincadeira virou coisa séria e naquele ano foi realizada a primeira edição dos jogos salesianos. E algum tempo depois, a advogada Márcia Gomes Vilela, 50 anos, filha de Denis, era quem corria pelo mesmo pátio onde outrora o pai brincou.

De 1983 a 1985, Márcia participou das competições. Seja dançando polca paraguaia ou arremessando discos, o que não falta é lembrança e história para contar daquele tempo. “Tinha a disputa entre as classes, mas também tinha um trabalho em equipe que ensinou muito à turma toda”, pontua a advogada.

Das recordações da época, Márcia ainda lembra das vezes que o pai colocava boa parte dos colegas dela dentro do carro para levar aos jogos ou aos treinos. “A família toda acabava participando, ajudando a correr atrás de material ou simplesmente na torcida”, conta Márcia.

Família Vilela desfila na abertura da 50ª edição dos Jogos Salesianos | Foto: Marcos Ermínio

Quinze anos depois, era a vez das netas de Denis estarem lá no interclasse. As irmãs Anna Lethícia Vilela, 24 anos, e Ana Karine Vilela, 26 anos, filhas de Márcia, participaram dos jogos durante toda a fase escolar.

Assim como a mãe, as duas carregam um entusiasmo contagiante na hora de recordar dos tempos que participavam dos jogos. “Era apaixonante, o evento aguardado desde que as aulas começavam. E a birra formada com outras classes dentro de quadra perdurava até os próximos jogos”, conta Anna Lethícia.

Mas o que marcou mesmo a jovem foram as campanhas de solidariedade, que é a primeira etapa da competição. Ganha ponto a turma que arrecada mais roupas para serem doadas a uma instituição carente. “Não era apenas brincadeira, formava-se cidadãos, inspirava na gente um espírito de liderança, trabalho de equipe, solidariedade, entre outros valores”, destaca Ana Karine.

Das lições deixadas como legado, mãe e filhas pulam para as lembranças da casa cheia em dias que antecediam os jogos. “As reuniões das equipes das meninas eram sempre lá em casa, mas tinham que ser agendadas para não coincidir de marcarem no mesmo dia, porque as turmas eram diferentes. Eu amava aquela bagunça”, diz Márcia.

E foi neste clima nostálgico que rolou a entrevista. Uma contação de histórias que parecia se repetir entre as gerações da família Vilela, que na noite desta quarta-feira (16), desfila entre outros ex-alunos do Dom Bosco, na abertura da 50ª Edição dos Jogos Salesianos.

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