Publicidade

Ministro da Saúde nega ter ignorado médicos ao criar programa

Três dias após as entidades médicas abandonarem as comissões do governo federal apontando um “rompimento de diálogo” por parte do governo federal, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) negou que tenha ignorado a categoria.


Nesta segunda-feira (22), ele se defendeu das críticas de que o governo teria ignorado as entidades médicas ao desenhar o programa.


“Desde o começo desta iniciativa, nós constituímos diálogo com as entidades médicas. Não tem concordância sobre as propostas. Eu sou médico, mas estou ministro da Saúde, e tenho de pensar na saúde da população, antes de qualquer interesse de entidade profissional”, afirmou Padilha, durante viagem ao Pará.


Na sexta-feira (19), o CFM (Conselho Federal de Medicina), a AMB (Associação Médica Brasileira), a Fenam (Federação Nacional dos Médicos) e a ANMR (Associação Nacional dos Médicos Residentes) anunciaram que deixariam as comissões temáticas que integram nas áreas de saúde e educação do Executivo, como reação à medida provisória que criou o programa Mais Médicos.


Além do afastamento de comissões, o CFM entrou com ação na Justiça para suspender o programa. A Fenam também finaliza uma ação judicial, que deve ser apresentada esta semana.


As entidades criticam pontos centrais do Mais Médicos –a abertura à vinda de médicos estrangeiros sem revalidação do diploma e a ampliação do curso de medicina, com dois anos extra de serviços prestados ao SUS– e a forma como ele foi lançado –por medida provisória e sem amplo sobre seus pontos.


Balanço divulgado na semana passada pelo ministério, informou que 11.701 médicos estavam inscritos, mas apenas 753 cidades se cadastraram para receber profissionais pagos pelo governo federal.


GREVE


Diante da revolta generalizada da categoria médica com as recentes medidas tomadas pelo governo federal, a Fenam chama os médicos, que atendem nas redes pública e privada, para uma paralisação dos atendimentos nesta terça-feira (23).


Atos –com paralisações, assembleias e manifestações — são prometidos em pelo menos 12 Estados (Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro), segundo nota da Fenam.

Mais notícias