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Fiel protesta no treino do Timão e cerca o capitão William

Seis jogos sem vencer e a torcida do Corinthians voltou a protestar. Nesta sexta-feira, antes do treino marcado para as 16h no CT Joaquim Grava, cerca de 70 torcedores do Timão se concentraram no portão, com faixas exigindo uma postura diferente dos atletas nesta reta final do Campeonato Brasileiro. William, Chicão, Elias e Roberto Carlos aceitaram conversar com os manifestantes que foram autorizados a entrar no local de treinamento. O capitão William chegou a ficar pressionado contra uma parede.


“Acabou a paciência! Tolerância zero!”, diz uma das faixas.


Em outra, os torcedores mostravam qual é o perfil que, na análise deles, não serve para o Corinthians:


“Não aceitamos jogadores inúteis, inerces (sic), sem brio, energúmenos, covardes, incapacitados, arrogantes, mentecaptos. O Corinthians não precisa de vocês”.


Alguns jogadores foram diretamente citados, como o atacante Souza.


“Souza fora. Flamenguista safado”.


“A Fiel repudia esses m…: Souza, Danilo, Moacir e Alessandro. São comédias”.


Por fim, uma faixa dava o recado à diretoria sobre que tipo de jogadores a Fiel quer ver vestindo o uniforme do Corinthians.


“Nós aceitamos jogadores com força de vontade, disciplina, disposição, brio, perspicaz, humilde, sujeito homem… Aí sim será reconhecido como jogador de verdade”.


Cinco viaturas da Polícia Militar foram acionadas para conter os manifestantes. A diretoria liberou a entrada e eles foram conversar com os zagueiros William e Chicão, o volante Elias e o lateral-esquerdo Roberto Carlos. O diretor de futebol, Mário Gobbi, foi quem autorizou a entrada e acompanhou o papo de perto. William, na condiçaõ de capitão, foi o que mais falou. Após a “reunião”, que durou 30 minutos, os torcedores cantaram o hino do clube e soltaram fogos.


No sábado passado, véspera da demissão do técnico Adilson Batista, alguns chefes de organizadas também entraram no treino, liberados pela diretoria, para conversar com os atletas. O ato teria sido um dos motivos para a demissão do treinador após a derrota de 4 a 3 para o Atlético-GO no Pacaembu. Ele não teria gostado da pressão autorizada.

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