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Correios já recebem cartas para Papai Noel

Até a segunda quinzena de dezembro, crianças podem escrever cartas para a campanha Papai Noel dos Correios, que é realizada há mais de 20 anos em todo o país. Por meio desse projeto, voluntários escolhem as cartas e encaminham os presentes pedidos pelos autores das cartinhas. Recentemente, foi firmada uma parceria dos Correios com escolas públicas, creches e abrigos que atendem crianças em situação de vulnerabilidade social.

A parceria não é obrigatória, de acordo com os Correios. Neste ano, pelo menos três estados estão trabalhando exclusivamente com cartas de alunos de escolas públicas: Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.

Segundo Valéria Figueiredo Vilela, coordenadora nacional da campanha, o objetivo da parceria é “agregar valores” à campanha. “A grande maioria das cartas é escrita por crianças. Muitas vezes, faltam informações como endereço, ou, por exemplo, ela pede patins, mas não coloca o número. De cinco cartas abertas, uma é selecionada. A empresa enxergou como ponto de contribuição melhorar o endereçamento e isso pode ser trabalhado nas escolas”, disse.

Valéria afirmou ao G1 que um regulamento é enviado às unidades de ensino e indica a necessidade de trabalhar a redação de cartas manuscritas, o uso correto do CEP e do selo postal, entre outros itens. “Não queremos texto padronizado. Insistimos em trabalhar a crença no Papai Noel, mas também a inclusão de informações importantes, como o endereço do remetente, para que a gente possa enviar o presente.”

No Rio, os Correios começaram a receber as cartas na quarta-feira (17). Os pedidos deverão ser de brinquedos, roupas e material escolar e a empresa pretende priorizar crianças de áreas carentes.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, a estimativa é de que cerca de 160 mil crianças participem da campanha em 2010. O coordenador da campanha no estado, Antônio Rubatino, contou que, desde 2008, a participação na campanha é limitada a crianças de até 10 anos matriculadas até a 5ª série do ensino fundamental de escolas públicas localizadas em áreas carentes.

Em 2010, 4.800 instituições de ensino participam do projeto. Os interessados em adotar uma cartinha têm até 14 de dezembro para entregar os presentes nas agências dos Correios que fazem parte da campanha.

De acordo com Rubatino, em 2009, a campanha em Minas Gerais recebeu 160 mil cartas, o mesmo número esperado para este ano. Do total das crianças que escreveram para o Papai Noel dos Correios, aproximadamente 90% receberam os presentes. O coordenador ressaltou que não há restrições dos pedidos que podem ser feitos nas correspondências, em Minas.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, a parceria com escolas públicas, creches e casas-lar ocorre desde 2008, segundo Ary Martins, assessor de comunicação dos Correios no estado. A iniciativa surgiu principalmente para melhorar o atendimento. “Nós percebemos que havia distorções, como gente que vendia os presentes, e alguns problemas entre as crianças mesmo. Imagina um menino que escreveu a carta, mas não ganhou nada, e viu o brinquedo que o vizinho recebeu”, disse Martins. “Além disso, havia a questão da falta de endereço e mesmo do percurso que percorríamos até lugares pouco acessíveis. Resolvemos, então, pensar em uma maneira de otimizar a campanha.”

A empresa entrou em contato com unidades de ensino do estado e também com as prefeituras para definir uma lista de beneficiados. A prioridade é para escolas, creches e casas-lar que ficam em locais mais pobres. Neste ano, a expectativa é que 20 mil cartas sejam adotadas.

Alicerce

Para Valéria, a parceria não implica exclusão de crianças não matriculadas na rede pública. “O alicerce da campanha é o atendimento a crianças em situação de vulnerabilidade social”, disse. “Nós seguimos uma questão de prioridade e não de exclusividade. Na maioria dos estados, a iniciativa é aberta a todas as crianças que escrevem para o Papai Noel.”

Os Correios informam que, onde há exclusividade dos alunos das escolas públicas, há divulgação prévia sobre a restrição.

Valéria também afirmou que, inicialmente, a avaliação é que a parceria já realizada em Minas e em Santa Catarina apresentou resultados positivos. Os dados de outros estados devem ser analisados após a entrega dos presentes.

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